De virada, Avaí vence São Paulo e vai às semis da Copa do Brasil

Leão da Ilha saiu perdendo por 1 a 0, mas conseguiu a vitória por 3 a 1 e se prepara para enfrentar o Vasco nas semis

No jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o Avaí venceu o São Paulo por 3 a 1 na noite desta quinta-feira, na Ressacada. Com isso, a equipe de Santa Catarina avança às semifinais da competição nacional. E vai enfrentar o Vasco na sequência do torneio.

O Leão da Ilha entrou em campo precisando de uma vitória por dois gols de diferença, já que perdeu o primeiro jogo por 1 a 0. O São Paulo marcou gol logo aos 15 minutos e deixou o Avaí na posição de ter de fazer três gols. E o time da casa assim o fez.

Na sequência da Copa do Brasil, o Avaí enfrenta o Vasco nas semifinais. O Alvinegro carioca empatou em 1 a 1 com o Atlético Paranaense. O jogo de ida das semis será no próximo dia 18. Já a partida de volta acontece no próximo dia 25.

O São Paulo agora se prepara para a sua estreia no Campeonato Brasileiro, no próximo dia 22, diante do Fluminense, em São Januário.

No jogo, o São Paulo sofreu com os cruzamentos do Avaí em direção à área. Apesar de sair ganhando no primeiro tempo, em 15 minutos o Tricolor levou a virada. Na segunda etapa, o Avaí marcou logo aos 30 segundos de jogo, o São Paulo então pressionou, mas não conseguiu diminuir.

Só na bola aérea

No primeiro tempo, o jogo foi de muita marcação e velocidade. Sem a bola, a equipe do Avaí ficou apenas com William à frente, e o meio de campo com seis jogadores, congestionando as ações ofensivas do São Paulo. Os dois homens de frente do Tricolor – Dagoberto e Fernandinho – foram contidos pelos alas catarinenses e Lucas foi seguido de perto por Marcinho Guerreiro.

Para acompanhar a velocidade são-paulina, contudo, o Avaí teve que recorrer às faltas. E foi uma delas que gerou o gol de cabeça de Casemiro, aos 15 minutos. A desvantagem maior “acordou” o Leão, que foi para cima.

No minuto seguinte ao tento tricolor, William empatou após bom cruzamento de Estrada pela esquerda. O time se lançou ao ataque e passou a ter mais volume de jogo que o São Paulo. Aos 30, com Bruno, veio a virada avaiana.

Sempre nas bolas aéreas as duas equipes tentavam chegar. Pelo lado do Avaí, o meia Marquinhos, que jogou após obter efeito suspensivo, infernizou a área são-paulina com cobranças fechadas de escanteio. O camisa 10 do time catarinense foi o melhor em campo.

Susto e pressão são-paulina

Logo aos 30 segundos da segunda etapa, o Avaí chegou ao terceiro gol, com Marquinhos Gabriel.Tento que daria a classificação à equipe comandada por Silas.

Após o “gol da eliminação”, o São Paulo se lançou ao ataque e teve duas chances claras de gol. Carpegiani abriu mão dos três zagueiros e substituiu Xandão por Henrique. Deu certo: o Tricolor passou a pressionar mais o time do Avaí, que recuou no jogo e passou a apostar nos contra-ataques.

Taticamente, os alas avaianos demonstraram muita disposição. Sem a bola, eles ficavam ao lado da grande área e davam combate aos jogadores são-paulinos. O São Paulo trocava passes na intermediária, mas teve dificuldade em criar chances concretas. A marcação avaiana estava sempre em cima.

A pressão são-paulina acabou por arrefecer na sequência do segundo tempo e o Avaí conseguiu segurar o resultado e a classificação. Carpegiani ainda substituiu Marlos, que entrou no segundo tempo, por Willian, mas sem resultado prático.

No fim da partida, Acleisson cobrou falta com muita força e a bola explodiu na trave de Rogério Ceni. O Tricolor tentou pressionar, mas o time catarinense se segurou bem e garantiu a vaga.

FICHA TÉCNICA:
AVAÍ 3 X 1 SÃO PAULO

Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data/hora: 12/5/2011 – 21h50
Árbitro:  Marcio Chagas da Silva
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e José Eduardo Calza 

Renda/público:  Não disponíveis
Cartões amarelos: Estrada, Romano e Diogo Orlando (AVA); Juan (SPO)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Casemiro, 15′/1ºT (0-1); William, 16′/1ºT (1-1); Bruno, 30′/1ºT (2-1); Marquinhos Gabriel, 30”/2ºT (3-1)

AVAÍ: Renan; Revson, Bruno, Gustavo Bastos; Diogo Orlando, Marcinho Guerreiro, Estrada (Acleisson, 8′/2ºT), Marquinhos (Maurício Alves, 28′/2ºT) e Romano (Marquinhos Gabriel, 31′/1ºT); Julinho e William. Técnico: Silas

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão (Henrique, 5′/2ºT), Alex Silva e Rhodolfo; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas e Juan; Fernandinho (Marlos, intervalo) (Willian, 37′/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

São Paulo ‘magro’ vence Avaí na Copa do Brasil

Tricolor conta com gol contra de Revson e consegue vitória mínima para decidir vaga em Florianópolis na próxima quinta-feira

Não teve brilho, não teve show, nem a tão esperada reestreia de Luis Fabiano, vetado da partida com dores no joelho direito. Mas o São Paulo fez o suficiente para vencer o Avaí por 1 a 0, no Morumbi, na noite desta quarta-feira, e largar com vantagem para conquistar vaga às semifinais da Copa do Brasil.

O gol do Tricolor, que falhou muito nas finalizações, foi do zagueiro Revson, contra. O São Paulo agora decide a classificação na próxima quinta-feira na Ressacada, em Florianópolis, podendo empatar ou perder por uma diferença de um gol, desde que também marque (como por exemplo: 2 a 1, 3 a 2, 4 a 3, …).

Já o Avaí, para chegar pela primeira vez em sua história às semifinais da Copa do Brasil, precisa ganhar por uma diferença de dois gols, ao menos. Uma vitória por 1 a 0 leva a decisão da vaga para os pênaltis.

RENAN SALVA

Com as duas equipes já eliminadas de seus respectivos Campeonatos Estaduais, São Paulo e Avaí começaram travando um duelo dinâmico, tão corrido quanto disputado.

Mas o time azul de Florianópolis tinha visíveis dificuldades em campo. Sem quatro titulares (o zagueiro Gian, machucado, e três pivôs da confusão generalizada na partida de oitavas de final contra o Botafogo, na Ressacada: o volante Bruno, o meia Marquinhos e o atacante Rafael Coelho), a equipe do técnico Silas viu um Tricolor animado!

Por pelo menos quatro oportunidades, o São Paulo não deixou a primeira etapa já com vantagem no placar. Primeiro, aos 9 minutos, quando Ilsinho fez o corta-luz para a bola chegar em Jean, que chutou torto. Na sobra, Carlinhos finalizou de longe, com perigo.

Seis minutos mais tarde Jean e Ilsinho tabelaram e a bola ficou com Marlos, que arrematou e viu Renan fazer boa a defesa. Aos 31, a melhor chance: Marlos cruzou com veneno, Renan espalmou para o meio da área e Jean chegou com tudo para carimbar a trave do Avaí.

Mas a noite era mesmo de Renan, goleiro que já fora convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira. A estrela do camisa 1 do Avaí brilhou seguidas vezes. Aos 35 da etapa inicial, Dagoberto desperdiçou chance cara a cara com o arqueiro. Logo em seguida, Alex Silva cabeceou para o chão, com perigo, e Renan salvou mais uma vez.

O Tricolor até se esforçava, mas não o suficiente para furar a retranca avaiana. A torcida no Morumbi, impaciente e irritada com o mau desempenho do time, vaiou o time ao fim da primeira etapa.

CAIU DO CÉU!

Diante de uma torcida exigente, o alívio tricolor chegou através de um gol inusitado. Dagoberto, que voltara do intervalo animado, cobrou escanteio com veneno e o zagueiro Revson, atrapalhado por Miranda, cabeceou com estilo, contra o próprio gol.

Com o placar a favor, o São Paulo não queria se contentar com o “presentinho” . Dagoberto, o motor tricolor, queria mais. Ele colocou Jean na cara do gol e, de novo, o camisa 2 parou na intervenção precisa do goleiro Renan.

O técnico Silas, que levou o Avaí à heróica sexta colocação no Campeonato Brasileiro de 2009, resolveu se prevenir: fez duas substituições colocando homens de defesa, tentando levar a partida para Santa Catarina com uma vantagem mínima para o Tricolor.

Pelo lado são-paulino, Carpegiani atendeu aos pedidos dos torcedores e colocou Rivaldo e tirou Marlos, muito vaiado. Ilsinho também saiu para dar lugar a Willian. O Tricolor, então, foi só ataque, mas quase levou o gol em contragolpe que começou com reposição de Renan, aos 30 minutos.

O Avai continuou atacando pelos lados, especialmente com Julinho pela esquerda. Mesmo com a disposição de Dagoberto pelos lados de campo, o Tricolor não conseguiu deixar o campo com uma vantagem maior. Nos minutos finais, Jean perdeu sua terceira chance clara na partida e não modificou o placar.

O time que se classificar neste duelo terá pela frente o vencedor de Vasco e Atlético-PR, que jogaram nesta quarta-feira e empataram em 2 a 2, em Curitiba.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 AVAÍ

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 4/5/2011 – 21h50
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Guilherme Dias Camilo

Renda/público: R$ 575.817,00 / 20.815 pagantes
Cartões amarelos: Emerson Nunes, Revson, Estrada (AVA)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Revson (gol contra), 3′/2ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva e Miranda (Luiz Eduardo 32′/1ºT); Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Willian 22′/2ºT) e Juan; Dagoberto e Marlos (Rivaldo 19′/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

AVAÍ: Renan, Émerson Nunes, Gustavo Bastos e Revson; Diogo Orlando, Acleisson, Marcinho Guerreiro (Felipe 15′/2ºT), Estrada (Marquinhos Gabriel 32′/2ºT), Robson (Romano 11′/2ºT) e Julinho; William. Técnico: Silas.

Mata-mata é com Muricy! Santos vence São Paulo e vai à final

Neymar, Ganso e Elano fazem a festa em pleno Morumbi: 2 a 0 Peixe, que aguarda Palmeiras ou Corinthians

Muricy Ramalho saiu do São Paulo com a imagem muito desgastada em 2009. Com o estigma de “amarelão” em fases eliminatórias, o treinador pode, enfim, ir à desforra justamente contra o ex-time dois anos depois. Com uma alteração sua que mudou os rumos da partida, o Santos de Muricy venceu o São Paulo por 2 a 0 em pleno Morumbi, na tarde deste sábado, e se classificou para as finais do Campeonato Paulista.

Os gols de Elano, de cabeça, e de Ganso põem o Peixe na decisão do Paulistão, para enfrentar o vencedor de Palmeiras e Corinthians no próximo domingo. Os arquirrivais jogam a outra semifinal neste domingo, às 16h, no Pacaembu.

Veja os gols da vitória do Santos sobre o São Paulo

A vitória santista representa a quinta eliminação seguida do São Paulo em semifinais do Estadual. Depois de São Caetano, em 2007; Palmeiras, em 2008; Corinthians, em 2009; Santos, em 2010 e agora em 2011, o Tricolor contabiliza mais um mau resultado em mata-mata no Campeonato Paulista.

O Peixe, por outro lado, chega à terceira final seguida na competição. Muricy Ramalho também curte momento de rei na Vila Belmiro: o treinador ainda está invicto no comando do Santos.

O San-São deste domingo teve emoção do começo ao fim. O Peixe, que teve as melhores chances do primeiro tempo mas viu o arquirrival crescer de produção ainda na etapa inicial, conseguiu chegar à vitória graças a dois fatores: a visão tática de Muricy Ramalho, que aproximou Ganso e Elano do ataque ao sacar Zé Eduardo no intervalo; e a individualidade dos Meninos da Vila. Neymar e Paulo Henrique Ganso só não fizeram chover na segunda etapa!

Torcedores do São Paulo fazem homenagem a Ceni (Foto: Tom Dib)

SAN-SÃO À MIL POR HORA

Nada de precaução! Como o Peixe tem o América (MEX) pela frente em Querétaro na próxima terça-feira, a expectativa era de que alguns jogadores titulares fossem preservados e não jogassem o San-São. Ledo engano. Nenhum jogador santista quis ficar de fora da decisão e Muricy Ramalho acabou escalando força máxima. Pelo lado do Tricolor, Carpegiani, a não ser pela ausência de Lucas, machucado, também tinha praticamente todos os titulares à disposição. Espetáculo formado!

O Santos queria repetir o desempenho da primeira fase, quando bateu o Tricolor na Arena Barueri por 2 a 0, na quinta rodada. E a partida começou do jeito que o torcedor gosta: com velocidade e chances para ambos os lados.

A tônica do primeiro tempo acabou sendo a desatenção dos defensores, presas fáceis para os rápidos homens de ataque – das duas equipes. Logo a 2 minutos, Alex Silva bobeou na entrada da área e foi desarmado por Neymar. A Joia invadiu a área e finalizou com o pé esquerdo, Rogério tocou e a bola beliscou a trave tricolor.

Na sequência, Marlos fez o mesmo que Neymar, desarmou um desatento Danilo na intermediária e disparou rumo à área. O camisa 11 são-paulino só parou em Durval, que o travou na hora do chute.

Discreto, Ganso reservou alguns bons momentos para aparecer – e ser decisivo. Aos 18, ele enxergou Léo livre na esquerda e o lateral chutou forte, para boa defesa de Rogério. Doze minutos mais tarde, quem viu Léo, muito participativo em campo, foi Neymar. A Joia deu um belo toque de calcanhar e Léo foi travado por Xandão no momento derradeiro.

O São Paulo, jogando com a torcida a favor, precisava equiparar forças e mostrar seu arsenal. E Dagoberto, responsável pela classificação do Tricolor às quartas de final da Copa do Brasil, levou o time adiante. Aos 32, Dagol fez fila e chutou de esquerda. Um minuto depois, ele aproveitou falha de Jonathan – mais um defensor dando bobeira no clássico – e arrematou para boa defesa de Rafael. Na sobra, Ilsinho ainda parou na muralha santista novamente.

O Tricolor sentiu o aviso de Dagoberto e passou a agredir mais o rival. A partir daí, as tabelas entre Ilsinho, Jean e Marlos pelo lado direito, à exemplo das partidas do São Paulo contra o Goiás, voltaram a surtir efeito e a levantar a torcida no Morumbi.

Se a primeira etapa não terminou da maneira como começou, de forma alucinante nos primeiros minutos, ao menos deu a promessa de um segundo tempo ainda mais saboroso.

No intervalo, um fato inusitado: Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo de forma conturbada em 2009, viu seu nome ser cantado por torcedores tricolores no Morumbi.

Muricy Ramalho foi aplaudidos pelos são-paulinos (Foto: Ivan Storti)

MUDANÇA FATAL

Já sem o sol forte dos primeiros 45 minutos, o Santos começou ditando as regras da segunda etapa. Com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, Muricy voltou ao seu esquema predileto, o 3-5-2, aproximou Ganso e Elano do ataque e fez Jonathan participar efetivamente da partida.

Primeiro, Neymar colocou o camisa 4 na cara do gol, mas Juan atrapalhou o santista na hora do chute. Em seguida, a Joia enxergou Jonathan novamente no lado oposto do ataque. Já dentro da área, o ex-cruzeirense hesitou em chutar e cruzou para Léo emendar torto. Neymar quase aproveitou de letra.

O São Paulo parecia atrapalhado no começo de segundo tempo e nem mesmo o apoio vindo das arquibancadas parecia mudar o panorama do jogo.

O que parecia inevitável, e que começou com a alteração de Muricy, aconteceu: o Santos abriu o placar do San-São, com Elano, aos 15 minutos. Ganso recebeu na área, ganhou da zaga adversária e cruzou, ou melhor, colocou a bola na cabeça do camisa 8. Gol de Elano, para abrir o marcador no Morumbi!

Elano comemora gol que abriu a vitória do Santos (Foto: Ivan Storti)

O Tricolor, em um momento de desespero, se lançou ao ataque, especialmente após a entrada de Fernandão. Com investidas atabalhoadas, o São Paulo esperava uma sobra na área para que o camisa 15 aproveitasse. Mas a defesa do Peixe estava atenta, e jogou nos colos de Paulo Henrique Ganso a responsabilidade de decidir o jogo.

E ele correspondeu! Aos 27, o maestro do Peixe lançou Neymar e a Joia se viu diante de dois marcadores dentro da área. Como um jogador experiente, Neymar parou a jogada e enxergou Ganso vindo por trás. O camisa 10 tocou de primeira e deu números finais ao jogo.

Nos minutos finais e com 2 a 0 á favor, Muricy ganhou uma pequena dor de cabeça. Elano se esticou para afastar bola na área e sentiu o músculo adutor da coxa direita. O meia pode ser dúvida para a decisão contra o América (MEX), na terça-feira.

Coube ao Tricolor tocar a bola e tentar abrir espaços, mas a tão criticada zaga do Santos manteve-se impenetrável. 2 a 0 e terceira final seguida do Santos em Campeonatos Paulistas. Depois de perder para o Corinthians em 2009, o Peixe bateu o Santo André em 2010 e agora aguarda Palmeiras ou Corinthians para buscar o bicampeonato estadual.

As duas equipes ainda têm compromissos em competições paralelas. São Paulo encara o Avaí na próxima quarta-feira, em partida válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil, no Morumbi. Um dia antes, o Santos duela com o América (MEX), em Querétaro, pelas oitavas da Copa Santander Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 0X2 SANTOS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 30/4/2011 – 21h50
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Guilherme Ceretta de Lima

Renda/público: R$ 1.232.468,00 / 44.675 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda, Juan (SPO); Ganso (SAN)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Elano, 15′/2ºT (0-1); Ganso, 27′/2ºT (0-2)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão 18′/2ºT), Carlinhos, Ilsinho (Willian 44′/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 24′/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 29′/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 34′/2ºT) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.

Dá-lhe Dagol! São Paulo vence Goiás e se classifica na Copa do Brasil

Dagoberto marca aos 19 da primeira etapa e Tricolor vai às quartas de final da competição nacional

A volta do São Paulo ao estádio do Morumbi foi do jeito que o torcedor queria: com vitória. Mesmo sem show, como o que proporcionou a banda irlandesa U2, o palco são-paulino viu o gol solitário de Dagoberto, suficiente para decretar a vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira. O São Paulo, assim, se classifica às quartas de final da Copa do Brasil.

Sem jogar em seu estádio desde o dia 13 de março, o Tricolor agora disputa uma vaga nas semifinais da competição contra o Avaí, que eliminou o Botafogo.

No resultado agregado, o São Paulo contabilizou 2 a 0, já que na partida de ida a equipe do técnico Paulo César Carpegiani vencera o Goiás no Serra Dourada por 1 a 0.

Durante a partida, o Tricolor mostrou jogadas envolventes pelos lados do campo, com Ilsinho e Marlos tabelando com os laterais e suprindo a demanda de um exigente – e decisivo – Dagoberto, que, à exemplo do jogo de ida em Goiás, marcou o gol da vitória sobre o Esmeraldino.

AZAR VERDE, SORTE TRICOLOR

Antes da partida começar, os são-paulinos temiam pela qualidade do gramado do estádio do Morumbi, que parecia muito prejudicado até a terça-feira. Mas, mesmo depois da maratona de shows e da chuva que atingiu a capital paulista nesta quarta-feira, o gramado apresentou boas condições para o jogo decisivo.

Em campo, o Goiás sonhava em repetir 2003, quando eliminou o Tricolor com um resultado de 1 a 1 no Morumbi (na ida, 0 a 0 no Serra Dourada), no que fora, inclusive, a última participação do clube paulista na Copa do Brasil.

Mas o Esmeraldino se viu diante de uma maré de azar implacável: primeiro, Harlei se contundiu a seis minutos de jogo, ao tentar impedir saída da bola na linha de fundo. No lugar do veterano goleiro, Pedro Henrique entrou, e entrou “numa fria”.

É que treze minutos depois, o volante Zé Antônio reforçou a falta de sorte do time goiano, escorregou no meio campo e facilitou a vida de Carlinhos Paraíba. O volante tricolor tocou para Dagoberto na área, que marcou o primeiro gol de jogo, aos 19 minutos da primeira etapa.

Mesmo contando com a sorte, a superioridade são-paulina era incontestável. O Tricolor abusava das tabelas, seja pelo lado direito com Jean e Marlos, ou pela esquerda, com Juan e Ilsinho. Assim, o time da casa entrava na defesa rival com facilidade. Ilsinho, inclusive, repetiu o desempenho do último domingo, na vitória sobre a Portuguesa no Campeonato Paulista, e “flutuou” pelas duas extremidades do ataque, municiando Dagoberto e Marlos.

Mas o lance mais inacreditável da primeira etapa foi do Goiás: aos 30 minutos, Marcelo Costa cruzou na área, Rogério saiu mal e Ernando, sozinho, viu a bola passar por entre suas pernas.

Ao time do Centro-Oeste, restavam ainda as jogadas pelo lado direito com Oziel, que importunaram a defesa são-paulina. No primeiro minuto da segunda etapa, o camisa 2 do Goiás perdeu lance capital: ele recebeu de Marcelo Costa dentro da pequena área e tocou por cima do gol de Rogério, desperdiçando oportunidade de ouro.

Difícil mesmo era parar a boa atuação de Dagoberto. Decisivo no jogo de ida no Serra Dourada e autor do primeiro gol do jogo no Morumbi, o camisa 25 protagonizou lindo lance aos 12 minutos, tocou para Jean e Ilsinho, na área, finalizou a jogada nas mãos de Pedro Henrique.

As tramas são-paulinas envolviam a defesa esmeraldina, presa fácil para os toques do Tricolor, cada vez mais à vontade para penetrar na área verde.

Dagoberto ainda abusou do preciosismo aos 24 minutos. Livre na área, ele tentou dois cortes antes de ser desarmado por Carlos Alberto. Três minutos depois, Dagol, de novo, quase marcou em dividida com Pedro Henrique.

Com a classificação praticamente assegurada, Carpegiani atendeu a um pedido da torcida no Morumbi e promoveu a entrada de Rivaldo. O experiente armador teve tempo de descolar ótimo passe para Jean aos 40 minutos, lance que o atleta desperdiçou dentro da área. A cena se repetiu quatro minutos depois, em novo passe de Rivaldo para Jean, que, de novo, finalizou mal.

Nos minutos finais, Fernandão ainda voltou ao time, substituindo Ilsinho. O camisa 15 não jogava há 16 jogos, mas teve pouco tempo para mostrar seu futebol.

O São Paulo acabou terminando o jogo sofrendo com algumas investidas do Goiás, que se lançou ao ataque, sem sucesso. Classificado, o Tricolor enfrenta o Avaí nas quartas de finais da Copa do Brasil, em datas ainda não definidas.

Antes, o São Paulo volta as atenções para o clássico contra o Santos, em partida válida pelas semifinais do Paulistão, a ser disputada no sábado (30), no Morumbi.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 GOIÁS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Debert Pedrosa Moisés e Lilian da Silva Fernandes Bruno

Renda/público: R$ 891.747,00 / 32.001 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro (SPO); Zé Antônio, Leandro, Assuério (GOI)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Dagoberto, 19′/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão, intervalo), Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Fernandão 44′/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 34′/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

GOIÁS: Harlei (Pedro Henrique 7′/1ºT); Rafael Toloi, Ernando e Valmir Lucas; Oziel, Amaral, Zé Antônio (Leandro 40′/1ºT), Carlos Alberto, Marcelo Costa; Robert e Hugo (Assuério 28′/2ºT). Técnico: Artur Neto

Ilsinho neles! São Paulo vence a Portuguesa e vai à semifinal

Camisa 77 tricolor fez um gol e deu o passe a Dagoberto, garantindo vaga às semifinais do Paulistão; adversário é o Santos

A torcida são-paulina ganhou um presente, mas Rogério Ceni, Ilsinho e Dagoberto evitaram o que seria um chocolate “amargo” em pleno domingo de Páscoa. Com gols de Ilsinho e Dagoberto, no fim de jogo, e ótima atuação de Rogério embaixo das traves, o São Paulo ganhou o clássico contra a Portuguesa por 2 a 0, na Arena Barueri, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista. Agora, a equipe enfrenta o Santos, no Morumbi, no próximo sábado. 

O resultado repete a sina da primeira fase, quando a Portuguesa recebeu o São Paulo no Canindé, na oitava rodada, e o Tricolor venceu por 3 a 2.

São Paulo vence Lusa e avança no Paulistão

No jogo deste domingo, o time do técnico Paulo César Carpegiani mostrou oportunismo e um jogo envolvente pelos lados do campo, especialmente através de Ilsinho, Marlos e Dagoberto. Na segunda etapa, os times deixaram o futebol de lado e os dois treinadores, Carpegiani e Jorginho, travaram um verdadeiro duelo de xadrez. Quando a Portuguesa melhorou em campo e esboçou o empate, Rogério Ceni salvou o Tricolor por duas vezes. No fim, Ilsinho, mais uma vez, foi decisivo e deu o passe para Dagoberto dar números finais à partida. 

O CLÁSSICO

O São Paulo entrou em campo com um desfalque de última hora: Lucas, que sentiu a coxa direita em treinamento no sábado e não se recuperou a tempo, deu lugar a Marlos no meio-campo tricolor, abrindo ainda uma vaga para Ilsinho nos onze iniciais. Rodrigo Souto era a outra novidade, substituindo Alex Silva, com inchaço no joelho direito. 

Pelo lado da Portuguesa, o terceiro cartão amarelo do lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro obrigou o técnico Jorginho a improvisar o volante Ademir Sopa na posição. O ânimo nos lados do clube do Canindé era grande, afinal, a última vez que a Lusa chegara às semifinais de um Paulistão fora em 1998, quando perdeu para o Corinthians em arbitragem polêmica do argentino Javier Castrilli.

Carpegiani foi ousado nas substituições durante o jogo (Foto: Miguel Schincariol)

Com um volante de ofício em uma lateral e o aplicado Marcos Pimentel na outra, a Portuguesa começou a partida fechada pelas laterais, sem dar espaço ao Tricolor. Nem mesmo as infiltrações pelo meio, com Juan, Marlos e Dagoberto, surtiam efeito. Durante os primeiros 20 minutos de jogo, o paredão rubroverde pareceu intransponível e a Lusa aproveitou para se lançar ao ataque, tentando algumas investidas, sem sucesso. 

Só que era a hora do Tricolor se reorganizar em campo. Marlos e Ilsinho trocavam de posições e Miranda, de cabeça aos 24 minutos, triscou a trave de Weverton.

Quando Carpegiani tirou Rodrigo Souto, machucado, para promover a entrada de Henrique, a defesa rubroverde simplesmente ruiu. O São Paulo passou a frequentar o campo de ataque mais à vontade. Juan, aos 27, cruzou por baixo e Dagoberto se antecipou à zaga tocando com perigo. Parecia questão de tempo até o primeiro gol da partida, muito mais afeito ao Tricolor do que à Portuguesa.

Mais solto e envolvente pelo meio e pelos flancos, o São Paulo acabou marcando de cabeça, e quem marcou foi um jogador que não costuma ser bom pelo alto. Ilsinho, aos 40 minutos da primeira etapa, aproveitou cruzamento de Jean e testou para o fundo das redes de Weverto.

À Portuguesa, que até ensaiou um bom começo de partida e depois cedeu ao ímpeto do rival, sobraram arremates de longe. Guilherme e Ferdinando, a dupla de volantes rubroverde, arriscaram de fora da área e assustaram Rogério Ceni, no que parecia a única chance da Portuguesa quebrar o gelo são-paulino.

JOGO DE XADREZ E DE NERVOS

Na segunda etapa, as equipes não mostraram inspiração e poucas eram as chances de gol. Em compensação, os técnicos travaram um duelo à parte.

Jorginho viu na entrada do atacante Rafael Silva no lugar de Marco Antônio uma oportunidade para alavancar o ataque rubroverde. Diante da ofensiva adversária, Carpegiani moveu suas peças e tratou de promover a substituição de Marlos para Luiz Eduardo, zagueiro revelado na base tricolor, entrar e proteger a defesa.

O movimento do técnico tricolor “anulou” a ofensiva de Jorginho no tabuleiro de Barueri: a trinca de atacantes lusos foi facilmente marcada pelo novo trio de zagueiros são-paulinos.

No entanto, o técnico da Portuguesa colocou o “peão” Ananias, que fora o “rei” do jogo contra o São Bernardo na primeira fase, no lugar de Henrique. A mudança não surtiu o efeito desejado, e as equipes continuaram cozinhando a partida. O São Paulo, satisfeito, tocava a bola; a Lusa, sem conseguir decifrar a tática adversária, não tinha profundidade.

Para ultrapassar o inteligente jogo tricolor, Jorginho viu a Portuguesa apostar nas jogadas pelo alto. Jael aos 24, e Luís Ricardo, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni aos 28, arrancaram suspiros da torcida lusitana. 

Rogério, heróico, ainda evitou o que seria o gol de empate em arremate de Ferdinando, aos 32. A torcida da Portuguesa esfregava as mãos e torcia pelo gol de empate, que parecia maduro àquela altura da partida.

Mas Ilsinho neles! O camisa 77 e Dagoberto asseguraram a classificação são-paulina no fim. Faltando 10 minutos para o fim da etapa regulamentar, Ilsinho recebeu na área e tocou para Dagol, que só teve o trabalho de acertar o lado oposto de Weverton e marcar.

O gol assegurou o presente de Páscoa do são-paulino e a classificação do Tricolor às semifinais do Campeonato Paulista. Neymar, Ganso e cia aguardam o São Paulo no próximo sábado. A partida será realizada no Morumbi. 

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2X0 PORTUGUESA

Estádio: Arena Barueri, São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 16h
Árbitro: Aurélio Sant’Anna Martins
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Marco Antonio de Andrade Motta Junior

Renda/público: R$ 287.118,00 / 11.134 pagantes 
Cartões amarelos: Rhodolfo (SPO); Marco Antônio, Maurício, Domingos (POR)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Ilsinho, 40′/1ºT (1-0); Dagoberto, 35′/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Miranda e Juan; Rodrigo Souto (Henrique 29′/1ºT), Casemiro, Carlinhos e Ilsinho (Cléber Santana 37′/2ºT); Marlos (Luiz Eduardo 11′/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani. 

PORTUGUESA: Weverton; Marcos Pimentel, Domingos, Maurício, Ademir Sopa (Ronaldo 33′/2ºT); Ferdinando, Guilherme, Marco Antonio (Rafael Silva, intervalo) e Henrique (Ananias 17′/2ºT); Jael e Luis Ricardo. Técnico: Jorginho.

Com 50º gol de Dagoberto, São Paulo bate o Goiás e põe um pé nas quartas

Atacante marcou o único gol da vitória por 1 a 0, no Serra Dourada. Na quarta que vem, dia em que Luis Fabiano vai reestrear, time joga pelo empate

 

O São Paulo está a um empate das quartas de final da Copa do Brasil. Jogando com muita autoridade e dominando boa parte da partida, o Tricolor venceu o Goiás por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Como já tem virado rotina, o grande destaque foi Dagoberto que, na semana em que completou quatro anos de clube, acertou um belo gol de pé direito e chegou ao seu 50º gol pelo time do Morumbi, desde que foi contratado do Atlético-PR em 2007.

Com a vitória, o time terá dois resultados a seu favor na partida da próxima quarta-feira, que será realizada no estádio do Morumbi e que marcará a reestreia do atacante Luis Fabiano pelo Tricolor. Para o Goiás, vale uma vitória por um gol de diferença, desde que marcando pelo menos dois tentos ou repetir o placar do primeiro jogo, o que levaria a decisão para os pênaltis. Vale lembrar que, quem passar desse confronto, enfrentará o Avaí na próxima fase. Nesta quarta-feira, o time comandado pelo técnico Silas empatou com o Botafogo (RJ) e se classificou.

Dois jogos no primeiro tempo

O primeiro tempo da partida entre Goiás e São Paulo pode ser dividida em duas partes. A primeira, que teve a exata duração de 22 minutos, mostrou dois times ofensivos, jogando em alta velocidade e buscando o gol a todo instante. Tanto esmeraldinos quanto tricolores entraram em campo no esquema 3-5-2. Só que no Goiás havia uma dificuldade. Sem poder contar com o lateral-esquerdo Diogo, que não pode atuar por pertencer ao time do Morumbi, o técnico Artur Neto não quis apostar suas fichas no garoto João Carlos, de 17 anos. Ele escalou o volante Amaral no meio-campo e determinou um revezamento na posição. Ora caía pelo setor o zagueiro Marcão, ora o volante Carlos Alberto. Do lado são-paulino, Carpegiani mandou a campo o time esperado, com Ilsinho e Marlos, nas vagas de Lucas, suspenso, e Fernandinho, machucado.

Os momentos de emoção começaram cedo no Serra Dourada. O primeiro ataque de perigo foi do Goiás, aos sete, com Marcelo Costa, que desceu pela direita e cruzou na medida para Carlos Alberto, que cabeceou à esquerda de Ceni. O São Paulo respondeu com dois lances em seguida. Aos nove, Casemiro chutou à direita de Harlei. Dois minutos depois, Marlos recebeu de Jean, passou por dois e bateu de pé esquerdo, obrigando o goleiro adversário a fazer boa defesa.

O Goiás chegou com perigo novamente aos 13, em cobrança de falta de Marcelo Costa, que desviou na barreira e quase enganou Rogério Ceni. Aos 15, o camisa 1 do Tricolor teve uma chance de bola parada na entrada da área, pelo lado esquerdo, mas bola saiu à esquerda de Harlei. O time da casa tinha voluntariedade, mas deixava claros espaços para o São Paulo que não soube aproveitar. O time mostrava dificuldade em atuar pelas laterais. Na direita, Jean não aproveitava a falta de um especialista no time adversário pelo lado esquerdo. Do outro, Juan, apesar dos seguidos gritos de Carpegani, não fazia a jogada de ultrapassagem.

Goiás com um homem a menos

A história do jogo começou a mudar aos 22, quando o atacante Felipe Amorim, que havia levado cartão amarelo três minutos antes, fez falta em Carlinhos Paraíba no meio-campo e foi acertadamente expulso. O que deveria ser o prenúncio de um jogo ainda mais emocionante causou efeito totalmente contrário.

Isso porque, sem muita alternativa, o Goiás abdicou do ataque e passou a se preocupar com a marcação. E o São Paulo, mesmo com a enorme barreira adversária, seguiu tentando jogar pelo meio. O jogo, com isso, caiu de produção. Tanto que uma nova chance só surgiu aos 30, quando Jean aproveitou falha de Carlos Alberto e bateu cruzado, pelo lado direito, com muito perigo.

O São Paulo passou a ter muita posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Tanto que o zagueiro Rhodolfo resolveu subir ao ataque aos 38 e, em chute de fora da área, exigiu bela defesa de Harlei. Antes do intervalo, Dagoberto perdeu grande chance, após belo lançamento de Carlinhos Paraíba.

Dagoberto marca e São Paulo passeia no segundo tempo

Irritado com a falta de objetividade de sua equipe em alguns momentos, Carpegiani mexeu no intervalo, sacando o volante Casemiro e colocando Henrique para funcionar como referência ofensiva. E o Tricolor não precisou mais do que dois minutos para abrir o marcador. Após falha do meio goiano, Ilsinho tocou para Dagoberto, que arrancou pelo meio e bateu cruzado, no canto direito de Harlei. Festa para o camisa 25, que marcou o seu 50º gol pelo Tricolor.

Com a vantagem, a partida praticamente se definiu. Isso porque o Goiás não tinha a menor força ofensiva e estava mais preocupado em não tomar o segundo gol. Que só não saiu em duas oportunidades porque Harlei fez grandes defesas em chutes de Henrique, Ilsinho e Rhodolfo. Aos 22, Carpegiani sacou o apagado Marlos para colocar Rivaldo. No Goiás, Artur Neto tentou dar novo gás ao seu ataque, sacando Hugo e colocando Guto.

O panorama não mudou de figura. É bem verdade que o Tricolor diminuiu o seu ritmo, já pensando no decisivo duelo das quartas de final do Campeonato Paulista, no próximo domingo, contra a Portuguesa. O time, no entanto, teve mais uma chance de ouro para ampliar sua vantagem aos 33, quando Ilsinho recebeu passe açucarado de Henrique, invadiu a área e, ao tentar driblar Harlei, foi desarmado com os pés pelo goleiro esmeraldino.Já o Goiás teve uma oportunidade aos 42, quando Guto foi ao fundo e cruzou para a área. Rogério Ceni fez a defesa antes que Robert completasse para o gol.

GOIÁS 0 X 1 SÃO PAULO
Harlei; Ernando, Rafael Tolói (Valmir Lucas) e Marcão; Oziel (Robert), Carlos Alberto, Zé Antônio, Marcelo Costa e Amaral; Felipe Amorim e Hugo (Guto). Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Juan; Casemiro (Henrique), Jean, Carlinhos Paraíba e Ilsinho; Dagoberto e Marlos (Rivaldo).
Técnico: Artur Neto. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Gol: Dagoberto, aos 2min do segundo tempo
Cartões amarelos: Rafael Tolói, Felipe Amorim (Goiás); Marlos e Juan (São Paulo)
Público: 28.526 pagantes. Renda: R$ 815.610,00
Local: Serra Dourada, em Goiânia. Data: 20/4/2011. Árbitro: Marcos André Penha dos Santos (ES). Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e José Maciel Linhares.

Lucas será julgado na próxima terça e pode pegar até 12 partidas de gancho

Meia foi expulso no segundo jogo contra o Santa Cruz, realizado em Barueri

  O São Paulo corre o risco de ficar sem a sua principal joia na partida de volta contra o Goiás, marcada para o dia 27, no estádio do Morumbi. O meia Lucas, que foi expulso no segundo duelo contra o Santa Cruz, realizado no dia 6, na Arena Barueri, será julgado na próxima terça-feira no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF. Denunciado no artigo 254-A (praticar agressão física), ele pode pegar até 12 jogos de suspensão. A pena mínima em caso de punição é de quatro partidas.

Lucas recebeu o cartão vermelho do juiz Gutemberg de Paula Fonseca no final da partida contra o time pernambucano após se desentender com o volante rival Everton Sena. Na súmula, o árbitro colocou que o camisa 7 do Tricolor deu uma cotovelada no adversário e que ainda tentou ir em direção para reclamar e precisou ser contido pelos companheiros. O departamento jurídico do São Paulo ainda vai decidir se o garoto estará presente no julgamento ou não. 

Juvenal Juvêncio revela bomba atômica do São Paulo

Presidente brinca com a situação e diz que ligou para o dirigente e o questionou: ‘O que você fez?’

No início da semana semana passada, em entrevista à Rádio Bandeirantes, o diretor de futebol João Paulo de Jesus revelou que o São Paulo tinha uma bomba atômica como contratação. A mesma, se desse certo, chamaria mais atenção do que o anúncio de Luis Fabiano.

Questionado sobre o tema, o presidente Juvenal Juvêncio, com o bom humor que lhe é particular nesses tipos de assuntos, comentou a declaração em uma entrevista. 

- Eu também não sei quem é (risos). Liguei para o João Paulo e perguntei: “O que você fez?”. Ele disse que foi mal interpretado, então mandei ele falar às pessoas que foi mal interpretado. Não tem bomba alguma (risos).

O fato causou um mal-estar entre as pessoas do clube. O dirigente, sempre polido nos comentários, foi internamente criticado por cúpula e comissão técnica, que não aprovaram a declaração.

Sonho do São Paulo, Forlán foi o nome mais comentado como possibiliadde de reforço. Não houve nenhum interesse do clube, que não procurou o atacante, que pertence ao Atlético de Madrid (ESP). O que existe, ao menos até o momento, é apenas uma vontade de um dia ele defender o Sampa, já que seu pai, Pablo Forlán, teve participação marcante na história do clube.

- O Forlán, o pai dele foi jogador aqui, amigo nosso, fala que ele quer jogar aqui. Mas o rapaz tem contrato lá, ganha 4,5 milhões de euros por ano, fora outras compensações. Muitos jogadores ganham 1,5 milhão de euros por ano, ele ganha 4,5, não é palatável. Não tenho ninguém em vista, mas amanhã pode aparecer, isso é uma coisa dinâmica – completou o presidente.

Reestreia de Luis Fabiano com a camisa do São Paulo será no dia 27

Técnico Paulo César Carpegiani afirma que seria um risco utilizar o atleta na partida da próxima quarta-feira, contra o Goiás, no estádio Serra Dourada

O torcedor do São Paulo terá de esperar mais uma semana para matar a saudade do atacante Luis Fabiano. O técnico Paulo César Carpegiani, que tinha a idéia de antecipar a estreia do camisa 9 para a partida da próxima quarta-feira, contra o Goiás, em Goiânia, resolveu agir com prudência e resolveu guardar o Fabuloso para a partida do dia 27, contra o mesmo adversário, no estádio do Morumbi. O jogador ainda não se recuperou totalmente da lesão no joelho direito, sofrida na época em que ainda defendia o Sevilla (ESP).

- Quando pensei em antecipar a estréia do Luis, duas questões precisavam ser equacionadas: a física e o marketing. Conversei com o pessoal do marketing, e eles não colocaram nenhum obstáculo, principalmente pelo fato de o jogo ser fora do Morumbi. Mas a questão física ainda não é a ideal. No meu time, atacante não é tão importante do ponto de vista tático e, por isso, mesmo que não estivesse em condições ideais, poderia jogar. Mas ainda estou esperando um parecer do departamento médico – afirmou o treinador são-paulino.

Enquanto o elenco disputou um coletivo nesta sexta-feira, Luis Fabiano correu pelo gramado e depois voltou para o Reffis para seguir o planejamento traçado pelo departamento médico. A tendência é que na segunda-feira o camisa 9 inicie a etapa de transição para o campo com o fisiologista Hamílton Tavares. Depois, ele será liberado para o preparador Riva Carli, que terá a mesma carga de trabalho dos companheiros.

- Imagina se a gente bota e ele sente (o joelho). Essa é uma preocupação. Temos que ter o aval médico, algo seguro, e depois a resposta do departamento físico e técnico. Para o dia 20, é muito difícil. Deve ficar para o dia 27 – ressaltou.

Carpegiani já tem na cabeça o time que será montado com a presença de Luis Fabiano. Ele repetirá o que foi feito no ano passado, quando escalou quatro homens de frente. Na época, jogaram Lucas, Dagoberto, Fernandinho e Ricardo Oliveira. Agora, o Fabuloso ficará com a vaga do último. E Fernandinho, que se recupera de fratura na fíbula da perna direita, será substituído por Marlos. Ou seja, mudam as peças, mas não a filosofia ofensiva da equipe que hoje tem o melhor ataque do Campeonato Paulista, com 38 gols.

Triste, Santana desabafa: ‘Tenho que trabalhar para voltar a me sentir útil’

Volante disputou as primeiras três partidas do São Paulo na temporada e depois foi deixado de lado por Carpegiani. No domingo, ele enfrentará o Oeste

Uma das novidades na equipe titular do São Paulo no próximo domingo, o volante Cleber Santana começará uma partida pela equipe do Morumbi após quase três meses. O último jogo havia sido na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, no dia 22 de janeiro. De lá para cá, o jogador caiu em desgraça com o técnico Paulo César Carpegiani, que chegou a deixá-lo fora da lista dos relacionados em alguns jogos. O camisa 8 não esconde que é difícil lidar com essa situação, mas que se engana quem acha que ele está acomodado. A cada dia, o meio-campista tenta provar que pode ser melhor aproveitado.

- Comecei bem o ano, fiz os três primeiros jogos, quando o time ainda estava em formação e, no meu entender, fui bem. Depois não fui mais utilizado até o jogo contra o Noroeste. Ninguém gosta de nem ser relacionado para um jogo, isso não havia acontecido comigo ainda nos 11 anos que tenho como atleta profissional. É uma opção do treinador e eu tenho de respeitar. Não tenho problema com ele, sou muito querido pelo grupo. Não sou de fazer corpo mole. Só trabalhando é que as coisas vão melhorar. Abaixar a cabeça não vai adiantar nada. Não adianta querer culpar A ou B. Tenho que trabalhar para voltar a me sentir útil – ressaltou o jogador.

Cleber Santana se diz chateado com o seu momento atual.

Abaixar a cabeça não vai adiantar nada. Só trabalhando é que as coisas vão melhorar”
Cleber Santana

- É complicado ficar tanto tempo sem jogar. Jogador que se diz feliz no banco não é vencedor. Fico triste porque todo dia venho treinar com alegria, com sorriso na cara, não sei se isso atrapalha algumas pessoas. Dou força para os companheiros que vão jogar, não faço grupinho com ninguém. Tenho de continuar trabalhando para mostrar que posso ser utilizado. Quero jogar, quero ajudar – afirmou.

O camisa 8 diz que nem sempre as coisas funcionam como o esperado. E que, se aparecer um negócio que seja bom para todas as partes, Cleber Santana topa deixar o São Paulo. Vale lembrar que o vínculo do jogador com o clube do Morumbi termina no dia 31 de janeiro de 2013.

- Tive algumas coisas que não se concretizaram, mas não vou fazer loucura. Se aparecer coisa boa para as duas partes, vamos negociar. Tenho contrato em vigência. Às vezes, é preciso paciência e força de vontade. Veja o caso do Elias (ex-volante do Corinthians) por exemplo. Ele é um grande jogador, foi para o Atlético de Madri e não consegue jogar. Precisa ter muita força de vontade para superar esse momento. Se aparecer algo para jogar, eu quero jogar, mas não vou fazer loucura para sair. Se não for aqui, vai ser em outro clube – lembrou.

Diego Forlán pode realizar sonho do pai e vestir a camisa do São Paulo

Volante Casemiro poderia ser incluído na negociação. Pai do atacante, que defendeu o Tricolor na década de 70, disse que o negócio seria possível

Uma bomba atômica. Foi com esse termo que a diretoria do São Paulo classificou uma possível contratação para reforçar a equipe a partir do mês de agosto, quando a janela de transferências do Exterior será reaberta. Um nome que está na alça de mira dos dirigentes é o uruguaio Diego Forlán, de 31 anos, eleito o melhor jogador da última Copa do Mundo, na África do Sul, e que atualmente veste a camisa do Atlético de Madri (ESP).

Segundo notícia divulgada pelo comentarista do Sportv Luiz Ademar, as negociações entre as duas partes estão avançadas. O uruguaio vê com bons olhos uma transferência para o futebol brasileiro para ficar mais perto de sua família e para vestir a camisa do time onde seu pai fez história na década de 70. E o clube espanhol até topa negociar o jogador, desde que o Tricolor coloque um dos seus atletas da base na negociação. O alvo principal era Lucas, que, no entanto, é considerado inegociável pela equipe do Morumbi. Quem pode entrar na negociação é Casemiro.

Isso porque o volante tem cometido alguns deslizes internos. Assim como Alex Silva, o camisa 29 chegou atrasado a alguns treinos e foi advertido pelos dirigentes. Uma negociação por empréstimo, com o preço do passe fixado, pode ser uma alternativa.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o pai de Diego, Pablo Forlán, disse que seria maravilhoso ver o filho com a camisa tricolor.

- Seria bonito ver meu filho atuando em um estádio tão maravilhoso como o Morumbi. Ele e o Luis Fabiano formariam um ataque formidável. Conversei com o Diego hoje e ele não sabe de nada, mas acredito que uma negociação seria viável. Não é a primeira vez que se fala nessa possibilidade e sei que um dia isso irá acontecer. Ele tem mais dois anos de contrato com o Atlético, mas acho que um acordo poderia acontecer. Sem dúvida nenhuma, o Diego gostaria de jogar em um clube como o São Paulo – afirmou.

Pablo diz que um acerto salarial com o filho também não seria difícil.

- O futebol brasileiro hoje está forte, pagando muito bem, mais do que alguns times da Europa. Basta ver que o Luis Fabiano, que é um atacante completo e que teria muita lenha para queimar na Europa, resolveu voltar para o São Paulo. Dinheiro não seria problema até porque o clube sempre paga em dia – ressaltou.

Oficialmente, o vice-presidente de futebol do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, nega qualquer tipo de negociação. O que não significa que ela não possa estar ocorrendo. Quando o clube do Morumbi fechou com Cleber Santana, em janeiro do ano passado, quem tratou da negociação foi o presidente Juvenal Juvêncio, que não avisou ninguém da diretoria.

Tricolor diz que pode trazer ‘bomba’ e Marlos brinca com o nome de Messi

Diretoria diz que trabalha para trazer mais um jogador fora de série na reabertura da janela de transferências para o Brasil, que ocorrerá em agosto

A chegada de Luis Fabiano não acabou com o apetite da diretoria do São Paulo. O mercado de transferências está fechado, mas o clube já trabalha para reforçar o elenco em agosto, quando a janela será reaberta. Em entrevista à rádio Bandeirantes, o diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, afirmou que o Tricolor pode anunciar um nome que não é brasileiro e que, se for concretizado, levará mais gente ao Morumbi na data de sua apresentação do que o ocorrido com o Fabuloso, que vestiu a camisa 9 perante 45 mil torcedores.

- Sempre trabalhamos em um sigilo absoluto até porque a concorrência é muito forte. Temos três ou quatro nomes e um deles é uma bomba atômica. É um nome bastante diferenciado. Nada nos garante que essa contratação vai se concretizar. Agora, se ocorrer, terá mais gente na apresentação do que teve na do Luis Fabiano – afirmou o dirigente.

A revelação feita pela diretoria já causou brincadeiras no elenco.

- É uma novidade para mim esse assunto, mas quem sabe ele não contrata o Messi? – brincou Marlos, que concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira. O camisa 11, curiosamente é chamado de Lionel por torcedores que possuem blogs na internet, exatamente por ser um jogador bastante habilidoso.

Nomes já começam a surgir nos bastidores. Diego Lugano é um sonho considerado impossível nesse momento, até por ter contrato em vigência com o Fenerbahçe até 2013. Diego Forlan, atacante uruguaio que atua no Atlético de Madri, é um nome que agrada bastante aos dirigentes. Além de ser um grande jogador, tanto que foi eleito o melhor jogador da última Copa do Mundo, o gringo é filho de Pablo Forlan, defensor que fez história com a camisa tricolor na década de 70. E o pai nunca escondeu de ninguém que gostaria de ver seu herdeiro vestindo a camisa tricolor.

Alex Silva desmente jornal português e nega conversa com Sporting

Zagueiro fala sobre assunto via Twitter e assessoria. Ele e Miranda podem voltar a treinar com o restante do elenco do São Paulo nesta terça-feira


O jornal português “A Bola” publicou em seu site, nesta segunda-feira, que Alex Silva estava perto de assinar com o Sporting Lisboa. Uma declaração do jogador dizia que o empresário dele estava em Portugal para conversar e que o acordo estava próximo. Através do Twitter, o zagueiro do São Paulo desmentiu as declarações, reforçando que pretende ficar no São Paulo. Ele, que pertence ao Hamburgo-ALE, aguarda um acordo entre o time e o Tricolor para ficar em definitivo no Brasil.

- O presidente do Sporting disse que se fosse eleito, me contrataria. Isso disse ele, mas não chegou nada para mim. Muitas notícias são plantadas. Jornal português coloca o que quiser na net (internet). Mas sou jogador do São Paulo. Como o Juvenal (Juvêncio, presidente tricolor) disse que vai me contratar, hoje sou do São Paulo e só penso nas finais (do Paulista). Às vezes para fazer polêmica você diz uma coisa e colocam outra – disse o zagueiro através de várias mensagens pelo Twitter.

Posteriormente, o jogador também comunicou por sua assessoria de imprensa que está concentrado apenas em jogar pelo São Paulo.

- Estou focado, como todo o time, nas competições que estamos disputando com o São Paulo. Tenho contrato com o clube, meu empréstimo vai até o meio do ano e quando acabar tenho que retornar ao Hamburgo, detentor dos meus direitos. É natural que grandes equipes estejam interessadas em me contratar. O presidente do Sporting disse que gostaria de contar comigo, porém tenho contrato com o São Paulo e nesse momento estou focado no meu trabalho aqui no Brasil. Meus agentes, no momento certo, irão sentar com os interessados e só aí poderemos abrir negociação – completou.

Com um trauma na região anterior da perna esquerda, Alex Silva não enfrentou o Noroeste. Ele será reavaliado nesta terça-feira pela manhã, assim como Miranda, que também desfalcou a equipe por causa de dores na região posterior da coxa direita. Se a dupla for aprovada na avaliação, poderá treinar à tarde.

Luis Fabiano pode estrear dia 20 pelo São Paulo, afirma médico tricolor

Porém, a possibilidade maior é que o atacante entre em campo mesmo no dia 27, contra o Goiás, pela partida de volta das oitavas da Copa do Brasil

Luis Fabiano está quase pronto para estrear. Nesta quinta-feira, sob o comando dos fisioterapeutas, o atacante realizou um forte trabalho na academia. E todos os envolvidos na recuperação do jogador, que trata um problema no joelho direito, estão otimistas. O médico tricolor chegou até a falar no dia 20 de abril.

- O Luis Fabiano fez um trabalho muito bom com os fisioterapeutas esta tarde. E todos estão bastante animados com a evolução. Existe até uma possibilidade de ele jogar no dia 20 – declarou o médico José Sanches, falando sobre o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Goiás, em Goiânia.

A possibilidade maior, ou melhor, quase certa é que o Fabuloso estreie no dia 27 de abril, no jogo de volta contra o Goiás, no estádio do Morumbi (apesar de a CBF divulgar que a partida será na Arena Barueri, o São Paulo afirma que o duelo será no estádio do Morumbi). Algo diferente disso frustraria o departamento médico.

- Seria decepcionante para gente se ele não estreasse dia 27 – finalizou Sanches.

Contratado do Sevilla, da Espanha, Luis Fabiano assinou com o São Paulo um contrato até 2014. Ele é o principal reforço tricolor para a temporada.

Com chuva de cartões, São Paulo vence Santa Cruz e fica com a vaga

Quatro jogadores foram expulsos – Lucas entre eles – e Ceni perdeu um pênalti. Time paulista enfrenta agora o Goiás nas oitavas de final do torneio

O São Paulo chegou a deixar a torcida apreensiva, ainda mais após Rogério Ceni perder um pênalti. Mas conseguiu vencer o Santa Cruz por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, na Arena Barueri, e garantir a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Agora enfrentará o Goiás, que eliminou a Ponte Preta. Em um jogo marcado pelas faltas duras e pela chuva de cartões – onze amarelos e quatro vermelhos -, o visitante foi forte e lutou muito, mas não conseguiu segurar o anfitrião, que jogou a maior parte do duelo com um a mais. Mais dois do Santa foram expulsos quase no fim da partida. Um deles era Everton Sena, a sombra de Lucas, que também foi para o chuveiro mais cedo, com os olhos cheios de lágrimas e bastante chateado por ter se desentendido com seu marcador.

André Oliveira foi o destaque negativo para o time pernambucano por fazer a falta que originou o primeiro gol tricolor e cometer também um pênalti. Só que esta última oportunidade Ceni desperdiçou com uma cavadinha mal calculada.

Cambalhota e cavadinha frustrada

Assim como no Recife, o primeiro tempo do jogo na Arena Barueri já começou quente. Juan arriscou de longe e fez Tiago Cardoso se esticar todo, logo aos dois minutos. Everton Sena, que não deu mole para Lucas na primeira partida, começou a cumprir o que prometeu assim que o apito soou. Como um carrapato, colou no meia são-paulino.

Melhor para os outros jogadores do time paulista, que encontravam espaços. Mas o adversário abusava das faltas duras. André Oliveira acertou Fernandinho. E Dagoberto cobrou a falta de frente para o gol, mas bem longe, quase no círculo central. O atacante levantou com precisão e colocou a bola na cabeça de Rhodolfo, aos nove minutos. O zagueiro desviou para a rede e deu sua tradicional cambalhota no ar na comemoração: 1 a 0 para o São Paulo e festa grande na Arena Barueri (assista ao gol no vídeo acima).

O anfitrião queria mais tranquilidade. Levar a decisão para os pênaltis não era o plano. Aos 14, Lucas conseguiu escapar por segundos de Sena e driblou a defesa na área, mas acabou desarmado. Fernandinho não aguentou aquela pancada da falta que originou o gol, e precisou deixar o jogo aos 16 minutos, bastante frustrado. Marlos entrou.

A pressão era toda do São Paulo. Dagoberto, Juan, Rhodolfo e Lucas tiveram chances de marcar. O Santa Cruz estava gostando do empate e da decisão nas penalidades, tanto que só se preocupava em impedir os lances de ataque do time paulista. E Everton Sena seguia grudado em Lucas: acompanhou o meia até na hora de beber água…

A dupla também protagonizou um lance violento. Everton dividiu de forma dura a bola com Lucas, e acabou acertando o tornozelo direito do meia, que precisou ser atendido fora de campo. Mas o árbitro não viu falta no lance.

André Oliveira, que tinha feito a falta do primeiro gol do São Paulo, apareceu de forma negativa mais uma vez aos 41 minutos, ao esticar o braço e impedir a trajetória de Dagoberto para o gol: pênalti e cartão vermelho para ele. Na cobrança, Rogério Ceni decidiu tentar uma cavadinha e permitiu que Tiago Cardoso tivesse tempo de voltar e tirar a bola (assista ao vídeo). Decepção do torcedor são-paulino no estádio. O camisa 1, dono de cem gols, ainda foi xingado por Jeovânio quando voltava para o gol. E o São Paulo perdeu a oportunidade de ir para o intervalo com tranquilidade.

Chuva de cartões e desentendimento da dupla Everton Sena e Lucas

Com um a mais, mas um pouco desanimado por ter perdido a chance de ampliar o placar, o São Paulo voltou para o segundo tempo com a missão de fazer o segundo gol e garantir a vaga para as oitavas. E pressionou muito o Santa Cruz, que seguia se segurando como podia e abusando das faltas. Everton Sena, a sombra de Lucas, também levou um cartão amarelo por uma jogada mais dura.

Mas só dava São Paulo na área do Santa. Carpegiani colocou Ilsinho no lugar de Casemiro, com o objetivo de provocar mais descidas pela lateral direita. O jogador até que conseguiu algumas jogadas de linha de fundo, mas sem sucesso. Se a conclusão era ruim, era preciso um homem de área. E o comandante resolveu tentar com o garoto Willian José. Sobrou para Alex Silva, que foi sacrificado para a entrada do atacante.

A aposta deu certo. Aos 27, Ilsinho passou por dois marcadores e tabelou com Willian José. O menino devolveu para o lateral chutar no canto direito de Tiago Cardoso, que até então estava sendo decisivo a favor do Santa, mas não teve chances nesta bola: 2 a 0 e festa da torcida local, que respirou aliviada (assista ao vídeo acima).

Aliviada? Por poucos segundos, porque o Santa Cruz resolveu partir para cima do São Paulo com tudo. Zé Teodoro colocou o atacante Mário Lúcio e mandou o time todo tentar furar o bloqueio paulista. A torcida suspendia o ar cada vez que o time pernambucano chegava ao ataque. Mas Renatinho, em uma falta duríssima em cima de Ilsinho, ganhou também o vermelho, aos 38, e deixou a equipe com apenas nove em campo.

Lucas voltou a aparecer aos 40, em mais uma tentativa individual, e passou por Everton Sena, mas não conseguiu passar pelo goleiro. A dupla encerrou o jogo com uma cena feia. Os dois se desentenderam e levaram vermelho também. Lucas se irritou demais e teve que ser contido pelos companheiros. Até Carpegiani foi no campo buscar o meia, que saiu com os olhos marejados e bastante chateado. A vaga ficou na mão do São Paulo, mas a violência imperou para os dois lados (assista ao vídeo da confusão entre Lucas e Everton Sena).

 

SÃO PAULO 2 X 0 SANTA CRUZ
Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva (Willlian José), Miranda e Juan; Casemiro (Ilsinho), Jean, Carlinhos Paraíba e Lucas; Dagoberto e Fernandinho. Tiago Cardoso; Cleber Goiano, André Oliveira, Tiago Mathias e Renatinho; Wesley, Jeovânio (Mário Lúcio), Everton Sena e Natan (Marcus Vinicius); Landu (Thiago Pereira) e Gilberto
Técnico: Paulo César Carpegiani Técnico: Zé Teodoro
Gols: Rhodolfo, aos nove minutos do primeiro tempo; Ilsinho, aos 27 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Casemiro, Rhodolfo, Dagoberto (São Paulo); André Oliveira, Landu, Gilberto, Natan, Everton Sena, Tiago Mathias, Jeovânio, Mário Lúcio (Santa Cruz). Vermelho: André Oliveira, Renatinho, Everton Sena e Lucas
Público: 21.056 pagantes. Renda: R$ 529.051,00.
Local: Arena Barueri. Data: 06/04/2011. Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (Fifa/RJ). Auxiliares: Márcia Lopes Caetano (Fifa/RO) e Wagner de Almeida Santos (RJ)

Companheiros apostam em Lucas para São Paulo vencer o Santa Cruz

Alex Silva revelou que o último jogo mexeu com o brio do meia, que vai sofrer marcação individual

Considerado pelos companheiros o melhor jogador de linha do São Paulo na atualidade, Lucas é grande aposta do time para inverter a situação frente ao Santa Cruz, que venceu o jogo da ida da Copa do Brasil, no Arruda, por 1 a 0.

Em Recife, o camisa 7 recebeu marcação individual de Everton Sena, zagueiro do Santa, que não deu espaços para o meia. Nesta quarta-feira, na Arena Barueri, e expectativa é a de que a história possa ser diferente.

- Chamei o Lucas no vestiário depois do jogo e falei para ele ter tranquilidade. Disse que isso vai acontecer daqui para frente, então tem de aprimorar para sair da marcação. Tenho certeza de que isso mexeu com o brio dele e vai arrebentar. O cara não vai achar o Lucas, ele que está com muita vontade – disparou Alex Silva.

- Temos de dar a bola para ele. Colocar o Lucas no jogo – completou o zagueiro.

Nesta terça-feira à tarde, véspera do confronto, Paulo César Carpegiani não permitiu que a imprensa visse a atividade. Antes do treino, os jogadores já deram entrevista. Depois, todos se reuniram com o treinador para uma conversa.

Lucas, autor de um golaço na vitória sobre o Mirassol, pelo Paulistão, está confirmado entre os titulares. Para o duelo decisivo, em que o Tricolor precisa vencer por dois ou mais gols para avançar, Juan aposta no garoto. Se o time ganhar por 1 a 0, pênalti.

- O treino pode fazer o Lucas abrir espaços. Assim, vai receber a bola em velocidade, o que ele faz bem. Vamos procurar colocá-lo no jogo, para abrir espaços e as coisas vão acontecer naturalmente – comentou o camisa 6.

Luis Fabiano chama a torcida para a decisão de Barueri e lamenta ficar fora

Atacante espera que time se classifique na Copa do Brasil para ter a chance de reestrear com a camisa do São Paulo na próxima fase da competição nacional


Ainda em recuperação de uma lesão no joelho direito, o atacante Luis Fabiano ainda não tem condições de reestrear com a camisa 9. Do lado de fora das quatro linhas, o Fabuloso vai engrossar a torcida pela equipe que precisará vencer o Santa Cruz por dois gols de diferença para seguir adiante na Copa do Brasil. E o atacante aproveitou para mandar um recado para o torcedor: é hora de repetir o show dado na sua apresentação para ser o 12º jogador do Tricolor na Arena Barueri.

- Tudo só vai dar certo se a torcida são-paulina comparecer em peso e apoiar o time os 90 minutos. Espero que isso possa acontecer, pois tenho certeza de que dentro de campo o São Paulo irá corresponder – afirmou o atacante, em entrevista ao site oficial do clube do Morumbi.

Caso o time se classifique, Luis Fabiano tem remotas chances de jogar na fase de oitavas de final diante do Goiás, cuja ordem dos jogos será definida através de sorteio. O jogador confessa que sofre por não pode estar em campo, mas que fará questão de estar com os companheiros no vestiário para dar o seu incentivo.

- Ficar fora é sempre ruim. Gostaria de estar em campo e ajudar da melhor maneira que eu sei. Mas vou procurar dar apoio e ajudar de outro jeito. Vou fazer tudo que estiver ao meu alcance. Será um jogo complicado e o Santa Cruz vai vir fechado – ressaltou o matador.

Rogério Ceni curte em casa a guitarra que ganhou de presente do São Paulo

Goleiro foi presenteado durante a apresentação de Luis Fabiano, na terça-feira

Um presente fantástico e inesperado. Durante a apresentação do atacante Luis Fabiano, ocorrida na última terça-feira, o goleiro e capitão Rogério Ceni foi homenageado pela diretoria do São Paulo pelo centésimo gol marcado no clássico contra o Corinthians. E, em vez de dar uma placa ao recordista, o clube surpreendeu ao presentear o camisa 1 com uma guitarra Gibson, uma das marcas mais famosas do mundo. O modelo é similar ao usado por Angus Young, da banda AC/DC, uma das preferidas do goleiro-artilheiro.

- Gostei muito da guitarra… É linda! A placa a deixa ainda mais especial, única. Mais ainda pelo momento inesquecível que foi aquela noite e pelo significado. Vai ficar num lugar especial em casa. Fui curtir pela primeira vez ao chegar de Recife. Um presentão, mesmo! – afirmou o jogador, em entrevista ao site oficial do clube do Morumbi.


A guitarra foi uma ideia do departamento de comunicação do clube. O modelo foi escolhido pelo cantor e amigo de Ceni, Nando Reis, que deu todas as coordenadas a um vendedor por telefone. O goleiro sabe tocar algumas músicas no violão, como “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, e “Knockin’ On Heaven’s Door”, composta por Bob Dylan e consagrada pelos Guns N’ Roses. Ceni, porém, diz não se sentir capacitado para tocar uma guitarra tão especial e conta que, sem ciúme, deixará os amigos se divertirem com o instrumento.

- Não é que não pretendo tocá-la, é que não sou hábil para tocar um instrumento tão bom como este. Posso brincar um pouco e tal… As crianças adoraram. O dia em que alguém capacitado for em casa emprestarei com o maior prazer para curtir o som dela. Fiquei feliz também por ter sido escolhida por um grande músico e um amigo como o Nando – ressaltou Rogério Ceni.

Jean lamenta ‘acidente’ no Recife e pede espírito de Libertadores ao time

Volante são-paulino diz que equipe precisa se doar mais em campo para conseguir reverter a vantagem obtida pelo Santa Cruz no Arruda

 

Depois de três dias de sorrisos com o centésimo gol de Rogério Ceni, uma vitória sobre o Corinthians e a festa para Luis Fabiano, o treino do São Paulo na tarde desta quinta-feira teve algo de melancolia. O motivo foi a derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz, em partida válida pela Copa do Brasil, na última quarta-feira, com um gol contra de Rodrigo Souto.

- Demos uma palavra de incentivo para ele porque não é fácil. Mas o Rodrigo Souto é um cara experiente e tudo não passou de um acidente. E vamos correr atrás agora. O São Paulo inteiro sofreu, errou e agora tem de dar a volta por cima – disse o volante Jean.

Com a derrota, o Tricolor precisa vencer a partida da próxima quarta-feira, na Arena Barueri, por dois gols de diferença. Em caso de vitória por 1 a 0, a decisão com os pernambucanos vai para as penalidades.

Para evitar qualquer tipo de dificuldade na classificação, Jean quer que o time resgate um espírito de competição internacional, como o da Taça Libertadores.

- Tem de ser daí para mais. É difícil reverter uma situação contra um time de menos expressão. Eles virão fechados, marcando mais e vai ser o jogo da vida. Tem de ter espírito de Libertadores para mais.

O São Paulo volta a treinar na tarde desta sexta-feira, no CT da Barra Funda. Antes da disputa com o Santa Cruz, o time volta a jogar neste domingo, contra o Mirassol, na Arena Barueri, pelo Campeonato Paulista.

São Paulo ‘dança o frevo’ e perde para o Santa Cruz

Rodrigo Souto marcou, contra, o único gol do jogo. Agora, vaga às oitavas de final da Copa do Brasil será decidida na próxima quarta-feira, em Barueri.

A semana do São Paulo era irretocável, mas depois da vitória no clássico contra o arquirrival Corinthians, o gol 100 de Rogério Ceni e a apresentação de Luís Fabiano no Morumbi, o Tricolor paulista conheceu um revés e perdeu para o Santa Cruz por 1 a 0, no estádio do Arruda, no Recife, em partida válida pela segunda fase da Copa do Brasil.

O gol de Rodrigo Souto, contra, obriga o São Paulo a decidir a vaga às oitavas de final da competição na próxima quarta-feira, quando recebe o mesmo Santa Cruz no estádio da Arena Barueri. O Tri-Mundial precisa vencer por dois gols de diferença para garantir a classificação. Um empate dá a vaga ao Santa. Uma vitória do Tricolor paulista por 1 a 0 leva a partida para os pênaltis – já uma vitória simples cedendo um gol aos pernambucanos também dá a vaga ao Santa Cruz.

O vencedor do confronto entre os dois Tricolores encara o ganhador de Goiás e Ponte Preta. A primeira partida entre estas duas equipes ainda acontece nesta quinta-feira, no Moisés Lucarelli, em Campinas.

Foi apenas a segunda vitória do Santa Cruz zobre o rival paulista em 17 jogos. O único êxito da Cobra Coral até então havia sido no ano de 1988.

DUELO QUENTE

O duelo entre Santa Cruz e São Paulo, que não acontecia desde 2006, começou a mil por hora. Com Rivaldo na equipe titular – o meia é pernambucano e atuou pelo Santa Cruz no começo da carrreira -, o Tricolor paulista tentava dominar as ações no meio-campo.

Primeiro, o próprio Rivaldo deu as boas vindas para a torcida do Santa, aproveitando chute de fora da área e exigindo defesa de Tiago Cardoso aos 5 minutos.

Depois, o Tricolor pernambucano apostou em uma jogada característica para tentar assustar os visitantes. O camisa 8, Weslley, era o responsável pelas bolas paradas. Dos pés dele, a Cobra Coral incomodava a defesa são-paulina pelo alto. Exemplo da ofensiva pernambucana foi aos 12 minutos, quando Weslley cobrou falta fechada e Rogério dividiu por cima. O camisa 1 são-paulino levou a pior.

Já em boas condições de jogo, o goleiro-artilheiro ainda viu Landu cruzar para Gilberto cabecear, aos 25. O camisa 9 da Cobra Coral, aliás, pode ser o próximo reforço do Corinthians.

E era pelos flancos que o Santa conseguia se impor no estádio do Arruda. Assim, aconteceu o primeiro gol do jogo, quase ‘sem querer’: aos 34 minutos, Gilberto recebeu na esquerda e cruzou por baixo. A bola passou pela defesa são-paulina e Rodrigo Souto, livre, tentou tirar a bola em linha de fundo, mas errou nos cálculos e, ‘consciente’, marcou o gol contra.

Atordoado, o Tricolor paulista rapidamente tentou empatar a fim de salvar a semana irretocável dos são-paulinos. O Tri-Mundial bem que estufou as redes, mas o gol de Dagoberto foi anulado depois que o atacante concluiu de cabeça em posição irregular, aos 42 minutos da primeira etapa.

Decidido a espantar a má atuação, Dagoberto, aos 5 minutos, cortou dentro da área e chutou para defesa de Tiago Cardoso. Três minutos mais tarde, Dagol não alcançou cruzamento de Lucas e viu Fernandinho isolar dentro da área.

A pressão do Tricolor paulista se fazia sentir de tal forma que foi inevitável o gol de empate, especialmente depois que Leandro Souza foi expulso aos 25 minutos.

Com um jogador a mais, o São Paulo abriu mão da defesa e lançou seus dez homens de linha ao campo de ataque. Porém, faltava ousadia na equipe de Carpegiani. Lucas, marcado de perto por Everton Sena, não conseguiu repetir as boas atuações.

Se por baixo, o Tri-Mundial não mostrava inspiração, a equipe repetiu a estratégia pernambucana na primeira etapa e apostou nas bolas paradas. Em uma delas, aos 39, Miranda cabeceou com perigo para fora.

Mas o Santa era incansável, e manteve o resultado positivo. Aos gritos de ‘Guereiro, time de guerreiro’, entoados pela fanática torcida da Cobra Coral, o time da casa se esforçou até o fim e levou a melhor. Sobrou até para Ceni cobrar falta longa na área, que a defesa pernambucana afastou, para delírio da torcida coral.

Na próxima quarta-feira, os dois times decidem a vaga nas oitavas de final na Arena Barueri, em São Paulo. O Santa Cruz pode empatar que leva a vaga.

Antes, o Tricolor volta a campo no próximo domingo, quando encara o Mirassol na Arena Barueri, pelo Campeonato Paulista. No mesmo dia, o Santa tem clássico local contra o Sport, em partida válida pelo Campeonato Pernambucano.

FICHA TÉCNICA:
SANTA CRUZ-PE 1X0 SÃO PAULO

Estádio: Arruda, em Recife (PE)
Data/hora: 30/3/2011 – às 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Raimundo Carneiro de Oliveira (BA) e José R. Dias da Hora (BA)
Renda/público: Não divulgados
Cartões amarelos: Leandro Souza, Weslley (SCR); Miranda, Rogério Ceni (SPO)
Cartões vermelhos: Leandro Souza, 25′/2ºT (SCR)
GOLS: Rodrigo Souto (contra), 34′/1ºT (1-0)

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Thiago Mathias, Everton Sena e Leandro Souza; Cléber Goiano, Jeovânio, Weslley, Natan (André Oliveira, 26′/2ºT) e Renatinho; Gilberto (Laécio, 45′/2ºT) e Landu (Marcus Vinícius, 26′/2ºT). Técnico: Zé Teodoro.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Juan (Carlinhos Paraíba, intervalo); Jean, Rodrigo Souto (Marlos, 22′/2ºT), Rivaldo (Ilsinho, 15′/2ºT) e Lucas; Dagoberto e Fernandinho. Técnico: Paulo César Carpegiani.

 

 

Extasiado com festa, Luis Fabiano ‘pede’ pênaltis a Ceni e aposta em gols

Camisa 9 fala que também está mais controlado e que precisa de títulos. Ele espera estar recuperado de lesão para poder jogar em duas semanas

Depois da festa no gramado e diante da torcida no Morumbi, Luis Fabiano deu a primeira entrevista coletiva após seu retorno ao São Paulo. O jogador se mostrou surpreso com o tamanho do evento para sua apresentação, explicou que o Tricolor sempre foi a primeira opção no retorno ao Brasil e revelou que tem necessidade de ganhar mais títulos com a camisa do São Paulo. Ele foi campeão do Torneio Rio-São Paulo, em 2001. A busca por gols também continua, e vale até negociar umas cobranças de pênalti com Rogério Ceni. O temperamento explosivo do passado também está sob controle, garante o camisa 9. Confira os principais trechos da coletiva do Fabuloso.

Impressionado com a recepção são-paulina

“A festa já começou no aeroporto, quando cheguei havia muita gente, e sair no meio do público foi uma coisa nova. E hoje foi como um sonho: voltar a vestir a camisa do São Paulo foi impressionante, nunca havia visto uma apresentação com tanto público. Eu vi a do Ronaldo, mas esta foi inesquecível. Espero retribuir. A partir de amanhã começa o trabalho e tenho de corresponder”.

Volta ainda em alto nível de rendimento e Copa de 2014

“Quando saí e fui para a Europa sempre deixei claro que gostaria de voltar em condição de poder jogar vários anos e em alto nível. Tinha sonho de voltar com 30, 31 anos. Volto pensando no São Paulo. A Seleção ainda faz parte da minha vida, ainda penso, acho que tenho condição de ajudar. Mas hoje meu objetivo é voltar bem no São Paulo, ser o Luis Fabiano que o torcedor conhece. Seleção vai ser consequência. Hoje só penso em dar certo no São Paulo. A chance na Seleção vai chegar dependendo do meu rendimento”.

Outras propostas (Santos, Internacional e Corinthians) e escolha pelo São Paulo

“Minha vontade era de voltar para o São Paulo. Tive muitas propostas, mas me ceder por empréstimo o Sevilla jamais aceitaria, e quando soube que o São Paulo estava interessado, fiquei feliz e fiz o possível para vir. Gostaria de voltar para o Brasil, mas essa sempre foi minha primeira opção. Não sei se me adaptaria em outro clube”.


Em busca de títulos

“Venho para continuar minha história e para ganhar o que faltou. Tem algumas coisas importantes como chegar a ser o quinto artilheiro da história do São Paulo, o que seria bonito. Mas o principal é ganhar títulos. Tenho quatro anos para isso e acredito que com esse grupo é possível. Sou ídolo do são-paulino porque sempre me doei 100%. Fui guerreiro, batalhei muito. Para ganhar titulo precisa de algo mais, o que naquela ocasião faltou, mas o torcedor reconhece quem se doa”.

Ansiedade pela apresentação ao torcedor

“Desde quando cheguei estava ansioso por esse momento, tinha de andar escondido. Já errei na entrada, porque tinha de estar tranquilo, mas saí correndo. Foi maravilhoso e inesquecível. Foi demais. No Morumbi cabe bastante gente, o estádio é grande, isso mostra a grandeza do São Paulo. Na hora em que precisa o torcedor mostra amor ao clube. Quero agradecer por tudo que foi feito. Foi um trabalho de três semanas, desde que assinei em Sevilha. Teve planejamento para a festa e foi muito legal. Agora é recuperar logo para entrar em campo, que é outra ansiedade”.

Chegada ao Brasil, clássico e tempo de recuperação

“O domingo começou espetacular. Não imaginava ter tanta gente, porque o desembarque era às 6h da manhã. Depois houve uma expectativa grande para o clássico, foi uma vitória espetacular, mas o gol 100 do Rogério coroou meu domingo. Ele tem uma estrela grande. Errou um pênalti, mas se não tivesse perdido teria feito o gol 100 contra o Paulista e não teria tanto brilho. Meu retorno é uma pergunta difícil. Tenho que ver com os médicos, fisioterapeutas, mas hoje me sinto muito bem. Em duas semanas espero estar jogando (ele se recupera de lesão no joelho direito)”.

Caminho até o Morumbi

“Quando cheguei à praça e vi o tanto de gente, começou a emoção, parecia jogo de Libertadores. Não imaginava que viria tanta gente. Começou a ansiedade de festejar com a torcida. Aí sim fiquei nervoso. É uma coisa inesquecível. Nunca tinha passado por isso. Vi na Europa Cristiano Ronaldo e Kaká viverem isso. Vai ficar marcado na história do futebol Brasileiro. Alguns candidatos como Kaká e Lugano de repente podem superar”.

Negociando gols com Ceni por artilharia

“Com o Rogério tem de fazer um acordo. Cavo três faltas e ele me dá um pênalti. É só conversar. De repente se ele não estiver bem posso bater pênalti. Seria legal poder me tornar maior artilheiro do clube. São quatro anos e números alcançáveis. Mas meu objetivo é ganhar títulos. Prêmios individuais são consequência. No passado cheguei a ficar com um gol por jogo. Tenho quatro anos para conquistar um título importante e entrar de vez na história do São Paulo” (Luis Fabiano fez 118 gols em sua primeira passagem pelo São Paulo, entre 2001 e 2004. Serginho Chulapa, o recordista do clube, fez 242).

Temperamento explosivo sob controle

“Na Europa tem rivalidade tanto quanto aqui. O temperamento é uma coisa do passado. Com o tempo você vai adquirindo experiência. E não sou mais um menino de 21 anos. Já disputei Copa do Muindo e hoje sou outro, mais calmo. Vou pensar mais antes de fazer besteira, não que não vá fazer. Santinho ninguém é. Mas não como nos anos passados (risos)”.

Estratégia para ter sucesso no retorno ao São Paulo

“A estratégia é gol. A pressão vai ser enorme. Eles não vão aceitar menos que a passagem anterior. Estou preparado, disposto a ajudar o time e conquistar algo importante”.


Ceni exclusivo: ‘Treinei 15 mil faltas antes de arriscar a primeira num jogo’

Em entrevista ao Globoesporte.com, o goleiro são-paulino Rogério Ceni – agora com 100 gols – fala do seu lado artilheiro. Confira também os vídeos


Quando Rogério Ceni bateu a sua primeira falta em um jogo de futebol, em 1997, muita gente pode ter achado que o goleiro estava metendo os pés pelas mãos. Hoje, 14 anos depois e com 100 gols marcados, todos têm certeza que ele é craque seja com os pés, seja com as mãos.

Quando estava perto da marca centenária, o capitão tricolor concedeu uma entrevista exclusiva no Centro de Treinamento da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. Num papo de quase 40 minutos, o goleiro falou do seu lado artilheiro. Rogério é grato até hoje aos técnicos que o incentivaram – principalmente Telê Santana, que o fazia chegar mais cedo aos treinos, e Muricy Ramalho, que lhe deu carta branca para bater uma falta numa partida – e até a quem o proibiu – Mário Sérgio foi o único que não deixou.

Durante a conversa, Ceni cita um número impressionante. Antes de executar sua primeira cobrança num jogo, ele tinha treinado muito. Mas muito mesmo…

- Eu chegava sempre antes dos demais e era o último a ir embora. Treinei muito. Eram de 2.500  a 3 mil faltas por mês. Antes de colocar em prática num jogo, treinei mais de 15 mil faltas nesses campos aqui – fala, apontado para os três gramados do CT.

Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista. E clique nos vídeos para assistir também.

PERGUNTAS : Como surgiu a vontade de bater falta?
ROGÉRIO CENI:
Em 1996, o São Paulo não fazia gols de falta. Eu falava pro Zetti bater, mas ele não queria. Aí disse pra ele que eu ainda iria fazer um gol de falta pelo São Paulo ou por outro lugar. E comecei a treinar. Em 97, quando o Muricy (Ramalho) me liberou para tentar as cobranças, fiquei feliz. Achava que não sairia da fase de treinamentos, e ele me possibilitou bater nos jogos.

Quantas cobranças em média você treinava?
No início eu batia entre 2.500 e 3 mil faltas por mês nos treinos. Antes da minha primeira cobrança em um jogo cheguei a cobrar 15 mil nos treinamentos.

Você fez gol de pênalti, de falta, até de bola rolando. Qual o gol que não fez e gostaria ter feito?
Teve um lance em que a bola passou muito perto, em um jogo contra o Paysandu, no Brasileiro. Eu chuto, ela vai na barreira, volta, e pego de voleio. Ia entrar, mas ela resvala em um adversário e sai. Seria um gol diferente. Lógico que eu queria ter feito um driblando todo mundo, mas nunca vai acontecer.


Faz falta não ter marcado um gol pela Seleção Brasileira?
De maneira nenhuma. Nada me faz falta na Seleção. Foi um momento bacana que vivi, não tão intensamente como no São Paulo, mas foi legal, conheci muita gente, aprendi muita coisa, vi como tudo funciona. Bati uma falta contra a Colômbia (em 2000), mas o zagueiro tirou na linha. Na cobrança, brinquei com o Rivaldo, que estava na bola comigo. Pedi: “deixa pra mim essa aí, você já está consagrado”. Mas o zagueiro acabou tirando.

O que você leva em consideração quando bate uma falta?
O principal é a distância da barreira. Se o juiz a mantém na distância certa, dá para saber como arriscar. O número de jogadores nela também influencia. A cobrança muda se está chovendo ou está seco. Depende do vento, se ele contra preciso calcular a força.

Costuma estudar o goleiro adversário antes dos jogos?
Não estudo tanto, mas se a falta é mais longe, daquelas que eu não bato, eu presto atenção na movimentação do goleiro, se ele sai antes ou não, se toma gols no canto. Há uma porção de fatores que, naqueles dez segundos entre a armação da barreira, o apito do juiz e a batida, você desenvolve de forma automática: vê distância, vento, altura, posicionamento, gramado, chuva…

Você leva alguma vantagem por ser goleiro? Pois sabe como a bola chega para seu adversário…
O pênalti é muito mais calma e tranquilidade. Não pode haver ansiedade, isso conta muito mais do que a parte técnica. Tem goleiro que vai para um lado e para o outro. Você tenta induzir ao erro. Enfrenta um, tenta induzir, ele erra o canto, e na próxima vez aparece o jogo psicológico: ele acreditar que você vai repetir, ele tentar imaginar o que você fará.

O que te falta na carreira?
Não falta nada até hoje, mas amanhã faltará. A partir de amanhã preciso mostrar que posso ganhar, ser campeão, vencer o próximo jogo, o próximo campeonato. Se eu achar que tudo está bom as coisas não progridem mais. Quanto mais você conquistar, melhor. Não estou satisfeito com o que fiz, quero mais, quero ganhar o próximo.

Te incomoda quando há alguém no grupo que não tem essa postura?
Incomoda a todos. O futebol hoje é diferente. Há muito apego a quanto o atleta custou, quanto pode render ao ser vendido. Hoje se passa muito a mão na cabeça. O que manda no futebol é a parte financeira. Você tem que fazer de conta que não vê e tentar contornar. Antigamente as coisas eram mais resolvidas entre jogador e treinador, mas hoje não. Há todo um processo, o clube não pode ter perda. Mas a maioria dos profissionais atualmente é dedicada, de chegar na hora certa, é difícil ter aquele que atrasa ou falta ao treino. Antigamente isso ocorria mais e era natural, a pressão hoje é maior.

Quais foram os técnicos mais importantes na sua carreira?
Não sei quantos técnicos tive. Devo muito ao Telê, que é um mito no São Paulo pelos títulos e pela pessoa que era: um cara sério, duro, mas justo. Aí veio o Darío Pereyra, o Muricy, que depois voltou e foi um baita cara vencedor. Tive o Levir Culpi que adorava, o Nelsinho (Batista) foi fantástico, me ajudou muito, o Paulo (César Carpegiani), o Vadão, o Oswaldo de Oliveira… O São Paulo sempre contrata caras de bom caráter, como o Paulo Autuori e o Leão, que era mais duro, mas era o nome certo para aquele momento.

Chilavert já batia faltas, mas depois de você surgiram outros goleiros-artilheiros. Sente orgulho do legado?
Eu nunca tinha visto o Chilavert fazer gol de falta. Na década de 90 não tinha canal fechado de TV, era difícil ver Campeonato Argentino. O primeiro gol dele que eu vi foi na decisão da Libertadores em 94. Foi a primeira vez e não foi por isso que comecei. Comecei porque gostava. Mas hoje eu vejo que alguns batem e fico feliz. Não é uma necessidade para se tornar um grande goleiro. Mas é um ingrediente legal. O futebol é um jogo, um espetáculo, os torcedores vão pra ver coisas bacanas, vão pra ver o diferente.

Pode dar conselhos aos goleiros que decidirem seguir seu caminho?
Os do São Paulo observam mais. Às vezes antes de eles pedirem eu levanto e falo “a bola tem que rodar desse jeito”. Mas cada um tem um estilo. O Leo (Leonardo) é o que bate mais semelhante ao meu jeito. Sei que lá em Cotia os meninos da base também treinam cobranças.

Tem algum goleiro que não tomou gol seu, mas você gostaria de ter feito?
Não penso no outro. Faço o gol pelo meu time e não por demérito ao adversário. Não quero dizer que sou melhor que ninguém.

Sofrer gol de outro goleiro é um desmerecimento?
Não, desde que não seja falha minha. O goleiro é um goleiro. O Chilavert bateu várias faltas em mim, mas fez um gol de pênalti em um 3 a 3 entre São Paulo x Velez na Argentina. Durante os 90 minutos foi o único que sofri, e foi uma pancada forte. Esperei, mas não peguei.

Rola provocação dos goleiros quando você vai arriscar um gol?
Eles brincam e dizem “pô, vai fazer gol em mim?” ou “chuta pra fora”. Mas provocação nunca teve. Nunca tentaram fazer nada.

Toda vez que você vai tentar uma cobrança no campo do adversário sabe que corre o risco de ser surpreendido, o que já aconteceu duas vezes. Era um risco calculado?
Sim. O gol do Roger (São Paulo 4 x 3 Fluminense, pelo Rio-São Paulo de 2002) foi ilegal porque tínhamos quatro jogadores em posição irregular: três no círculo central e outro no campo deles. Não seria um gol. O França estava na bola, mas ficou desatento. Foi até bom porque foi um jogaço: fiz o 4 a 2, ele fez 4 a 3. Para a beleza do espetáculo foi um gol bacana, que gostei de tomar. Naquele dia o Gustavo Nery me deu uma gravata na hora da comemoração e eu não conseguia voltar pro gol. No jogo contra o Santos (São Paulo 1 x 2 Santos, pelo Brasileirão de 2005) o lance se originou em uma falta mal batida., que foi na barreira e voltou no Cicinho. Mas como veio forte ele não conseguiu dominar e ela escapou. Ai o Fabão recuou demais. O posicionamento correto seria ir no combate, aí já estaria antes da linha do meio-campo. Era para interpretar a regra com frieza. Se ele vai no cara, faz falta ou obriga o mesmo a tocar a bola para outro, que estaria impedido.

Em quem você se espelhou pra repor a bola com precisão?
No meu primeiro ano trabalhei com o Gilmar (Rinaldi), que estava no último ano dele. Ele tinha uma  reposição muito boa. O Alexandre, que faleceu em 92, tinha ótima reposição, e fui aprendendo. O Zetti estava aqui também. Todos treinavam diariamente, um repunha pro outro. Quando eu comecei, achei que jamais acertaria um cara a 50 metros de distância. Fui repetindo, e hoje é um movimento natural e os goleiros já começam uma jogada na reposição. Antes era só aquele balão pro alto.

No dia 7 de setembro você vai completar 21 anos de São Paulo e sabe o peso que isso tem para a torcida. É o último romântico do futebol?
Não me sinto assim, mas, se pra mim é importante estar aqui, imagino que pro torcedor, que é apaixonado pelo clube, também seja. A torcida brasileira sofre de uma carência relativamente grande de ídolos, apesar de o Brasil estar com a moeda fortalecida e trazendo gente de volta. Mas eu acho que é uma marca relativamente impressionante pelo tempo e pelo número de jogos. Eu me machuquei pouco, fiquei poucas partidas fora. Isso é legal pro torcedor. Aquele mais velho, que viveu as décadas de 50 e 60, sabia de cor os 11 titulares do time, que raramente mudava. Mas hoje não é assim. É um orgulho para o torcedor ter esse apego e essa identificação com determinados atletas.

O Raí diz que você é o maior ídolo da historia do São Paulo. Concorda?
O São Paulo é um clube com mais de 70 anos, e cada jogador foi importante para a sua época. Talvez uma pessoa de 80 anos possa ter outros ídolos como referência. Mas acho que faço parte de uma fatia de jogadores que são especiais no clube. O Raí é um deles. Para mim, ele é o maior jogador da década de 90 no São Paulo. Aí vamos buscar Pedro Rocha, Roberto Dias, Careca, cada época tem os seus. Não me considero o maior ídolo. Sempre via o Raí e pensava: “como vai ser quando ele parar?” e “teremos outro Raí?” Ele parou, e nós conseguimos ganhar Mundial, Libertadores e Brasileiro. Cada um tem seu tempo. Eu vou ficar marcado na memória do torcedor por essa ultima década, esses últimos dez ou 15 anos. Mas seria impossível responder quem é o maior. É muito abrangente. Faço parte de uma galeria de ídolos que escreveram a história do clube.

Aos 38 anos, a carreira está chegando ao fim. Está preparado?
Jogo mais quatro ou cinco anos, e aí tudo acaba (risos). Eu procuro não pensar. Sei que deveria, mas hoje prefiro viver dia após dia, ver se consigo fazer o São Paulo vencedor. Não quero viver hoje o que vai acontecer daqui a dois anos. Vai ser um momento muito complicado, é uma vida toda nessa profissão. Não é que vou mudar de empresa, eu vou mudar o que escolhi para a minha vida. Espero estar preparado e entender da melhor maneira possível. Mas acordar o dia seguinte vai ser uma experiência difícil.

Carpegiani faz treino fechado e tem só uma dúvida: Casemiro ou Ilsinho

Rhodolfo, que voltou a sentir dores no joelho, será avaliado. Se jogar, time atuará no 3-5-2. Caso contrário, o 4-4-2 será utilizado com Xandão

Casemiro ou Ilsinho. Essa é a dúvida do técnico Paulo César Carpegiani para montar o time do São Paulo para o clássico de domingo, contra o Corinthians, marcado para a Arena Barueri, pela 16ª rodada do Campeonato Paulista. O treinador concedeu entrevista coletiva antes de comandar o treino fechado no CT da Barra Funda.

- Eu tenho duas maneiras de atuar e vou trabalhar agora no gramado. Depois, vou conversar com o meu grupo de jogadores e usar a alternativa que der mais segurança a eles. Mas uma coisa posso garantir: não vou mudar minha maneira de atuar em função do adversário. Temos um estilo definido, respeitamos o Corinthians, mas não tenho essa preocupação de montar um time para anular o rival. Quando não tivermos a bola, temos de atuar compactados. Independentemente da escalação, temos todas as condições de fazer uma ótima partida – afirmou o treinador do time do Morumbi.

O que também vai interferir na escolha do titular no clássico é que Rhodolfo voltou a sentir dores no joelho direito. Por causa desse problema, ele não atuou na derrota por 3 a 2 para o Paulista, quando o time perdeu uma invencibilidade de oito jogos e voltou a tomar gols após quatro partidas. Se o defensor atuar, a tendência é que Ilsinho seja escolhido e o time atue no esquema 3-5-2, com Jean indo para o meio-campo. Caso Rhodolfo seja vetado, Xandão será o substituto, atuará novamente como um falso lateral pela direita, e a equipe jogará no 4-4-2, com duas linhas de quatro.

- O Rhodolfo reclamou de dores após o treino de quinta, fez tratamento nesta sexta pela manhã e vai participar do treino à tarde. Se continuar com dores, devemos fazer um exame para diagnosticar se existe alguma lesão. Se for tudo bem, ele será liberado para atuar no clássico – afirmou o médico José Sanchez, questionado sobre o assunto.

No domingo, o time buscará a reabilitação e tentará quebrar um incômodo tabu de quatro anos sem vencer o rival. Nesse período, foram 11 jogos disputados, com sete vitórias alvinegras e quatro empates. Se nenhum problema de última hora acontecer, a equipe irá a campo em Barueri com: Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão), Alex Silva e Miranda; Ilsinho (Casemiro), Jean, Carlinhos Paraíba, Marlos e Junior Cesar; Dagoberto e Fernandinho.

Derrota em Jundiaí e jejum contra o Timão aumentam pressão no Tricolor

Alex Silva revela pedido de torcedor em trânsito, enquanto Jean luta para vencer o rival de Parque São Jorge pela primeira vez na sua carreira

A surpreendente derrota por 3 a 2 para o Paulista, após oito jogos de invencibilidade, trouxe de volta algo que estava bem longe do CT da Barra Funda há tempos: a pressão. A defesa, que não tomava gols havia quatro jogos, foi vazada três vezes. O ataque, segundo mais positivo do campeonato, com 31 gols, perdeu muitas chances. E o quadro altamente favorável sofreu um baque às vésperas do clássico contra o Corinthians, time que o Tricolor não vence desde abril de 2007. De lá para cá, foram 11 jogos, com sete vitórias alvinegras e quatro empates.

Certamente, essa partida será um divisor de águas no clube do Morumbi. Uma vitória trará paz e tranquilidade, e o time, na sequência, poderá voltar o seu foco para a Copa do Brasil. Um novo revés, porém, poderá ter consequências. Vale lembrar que, após a última derrota, no Campeonato Brasileiro de 2010, a torcida foi ao CT no dia seguinte, ameaçou invadir o local e, após autorização, conversou com o gerente de futebol, José Carlos Santos, e com alguns jogadores, como Alex Silva, Dagoberto e Ricardo Oliveira.

Cada um aqui tem sua consciência para saber o que representaria uma vitória e a quebra do tabu e o que representaria uma nova derrota”
Jean

Os jogadores já sentiram que a situação mudou. Alex Silva e Jean, que concederam entrevistas, já foram cobrados pelos torcedores, que exigem uma vitória no fim de semana.

- É uma situação que incomoda muito a todos, principalmente aos nossos torcedores. Tenho certeza de que, quando o tabu era a nosso favor, eles também ficavam pressionados. Incomoda nas perguntas da imprensa e hoje já tomei até dura no trânsito de um torcedor que diz que não aguenta mais. Espero que possamos acabar com isso – afirmou o zagueiro.

O meio-campista Jean é um dos mais incomodados, principalmente porque nunca ganhou do Corinthians jogando pelo São Paulo. E fez questão de passar um recado para os companheiros.

- Ontem, no estádio (de Jundiaí), já fomos cobrados na saída do ônibus. É um incômodo que permanece, não tem jeito. Participei de todos os jogos. Não vejo a hora de isso acabar. Cada um aqui tem sua consciência de saber o que representaria uma vitória e a quebra do tabu e o que representaria uma nova derrota. Até a hora da partida, vamos conversar bastante – disse Jean.

Ceni faz gol 99, mas não evita queda são-paulina para o Paulista: 3 a 2

Goleiro tricolor está a um gol do centésimo na carreira, mas vê time perder a liderança do Campeonato Paulista


O São Paulo vinha de quatro vitórias consecutivas no Campeonato Paulista. Estava há oito partidas sem perder na temporada. Em Jundiaí, a ideia era aumentar esses números para que o Tricolor entrasse com gás total para o clássico de domingo, com o Corinthians. Mas o Paulista não tomou conhecimento das intenções do time do Morumbi e tirou o time do Morumbi da ponta da tabela com um 3 a 2 no placar.

Só no primeiro tempo foram dois gols, sendo que no primeiro Rogério Ceni falhou. Na segunda etapa, o arqueiro são-paulino tentou se redimir da falha. De pênalti, ele diminuiu a conta para 2 a 1 e anotou o seu gol de número 99 na carreira. Mas o terceiro tento do time interiorano, logo depois, com Vanderlei fez o brilho da marca da estrela tricolor diminuir. E não adiantou Dagoberto marcar o segundo para os comandados de Paulo César Carpegiani.

O revés em Jundiaí manteve o Tricolor com 31 pontos, mas agora na terceira posição, atrás de Corinthians (34) e Palmeiras (32). Tirou da equipe a chance de já cravar a sua classificação à próxima fase do torneio estadual, como fizeram os outros dois rivais. E deixa os atletas do São Paulo pressionados para o clássico de domingo, na Arena Barueri, contra o Timão. Há quatro anos o time do Morumbi não bate o adversário do Parque São Jorge.

Na próxima rodada, o time de Jundiaí, sétimo colocado com 24 pontos enfrenta a Ponte Preta, às 18h30m de domingo, no Moisés Lucarelli.

Paulista arrasador

A ideia do São Paulo era emendar a quinta vitória consecutiva no Campeonato Paulista para chegar com gás total no clássico com o Corinthians, no domingo. Mas o Paulista deu de ombros para a pretensão são-paulina e, logo no começo da partida, abriu o marcador.

Com somente 1 minuto, Weldinho fez boa jogada pelo lado direito, cortou par ao meio e bateu de fora da área, no canto esquerdo. Rogério Ceni falhou, não segurou e deixou o rebote fácil para o atacante Fabiano, de cabeça, fazer 1 a 0 para o Paulista.

O São Paulo, apesar do susto inicial, não se abateu. Com Dagoberto e Fernandinho, a dupla de ataque mais eficaz de Paulo César Carpegiani – juntos somam 12 gols na temporada – , o Tricolor avançava com facilidade. Falhava na pontaria, porém, como no lance em que Fernandinho recebeu livre pelo lado esquerdo, mas chutou por cima do gol, aos 15 minutos.

Para dar mais mobilidade ao lado direito, Carpegiani trocou Casemiro por Ilsinho. Mas a mudança não surtiu o efeito esperado. Aos 36 minutos Weldinho recebeu de Marquinhos na meia direita, quase na entrada da área. Fingiu que ia chutar, esperou a chegada de Juan e bateu cruzado para acertar o canto oposto de Rogério Ceni.

As conclusões erradas de Dagoberto e Fernandinho mostravam que a noite parecia não ser do São Paulo. Alheio ao problema do rival, o Paulista comemorava a vitória parcial sobre o líder do campeonato. E a tranquilidade para descer para os vestiários.

Rogério Ceni 99; Paulista 3 a 1

No segundo tempo, o São Paulo procurou acelerar o jogo pelo lado direito, onde estava Ilsinho. E logo no primeiro lance perigoso, o lateral avançou dentro da área e só parou quando foi derrubado por Eli Sabiá, aos 6 minutos. Foi então que Rogério Ceni se preparou para ficar um pouco mais perto de uma marca histórica.

Com categoria, o goleiro são-paulino colocou do lado oposto ao de Felipe Alves. Era o gol de número 99 da carreira do arqueiro-artilheiro. Rogério Ceni, que não tinha aparecido bem nos gols do Paulista, diminuía o placar para 2 a 1. Mas não por muito tempo…

Foram somente cinco minutos entre a esperança do empate e o novo balde de de água fria nos planos tricolores. No contra-golpe veloz do Paulista, que aproveitou bem a bobeira da defesa são-paulina, Vanderlei recebeu entre dois zagueiros e bateu entre as pernas de Rogério Ceni. Os 3 a 1 levantaram a torcida do time interiorano no Jaime Cintra.

Mesmo com o placar mais amplo, o São Paulo ainda tinha mais posse de bola. E chegava com perigo no gol de Felipe Alves. Aos 24, a dupla formada por Fernandinho e Dagoberto funcionou. O camisa 12 cruzou na medida para Dagol fazer 3 a 2 e chegar a oito gols no ano.

Depois de ver a sua vantagem diminuir, o Paulista procurou segurar mais a bola no seu campo de ataque. Vez ou outra arriscava de longe, como no chute de Fabiano, aos 35 minutos. E nem precisou. A vitória estava consolidade e o São Paulo já havia perdido a liderança do Campeonato Paulista.

O revés, depois de oito partidas sem derrotas – a última foi para o Botafogo-SP, no dia 6 do mês passado (2 a 1) – tirava o ânimo dos são-paulinos para o clássico. E fazia os jogadores do Paulista celebrarem no banco de reservas, abraçados ao técnico Wagner Lopes.

Paulista 3×2 São paulo
Felipe Alves; Weldinho, Eli Sabiá, Henrique Lima e Marquinhos; Rodrigo Sabiá, Fábio Gomes, Samuel Xavier (Baiano) e Diego Barboza; Vanderlei (Mike) e Fabiano (Tutinha). Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva, Miranda (Junior César) e Juan (Henrique); Jean, Casemiro (Ilsinho), Carlinhos Paraíba e Marlos,  Fernandinho e Dagoberto.
Técnico: Wagner Lopes. Técnico: Paulo César Carpegiani
Gols: Fabiano, a 1 minuto, e Weldinho, aos 36 minutos do primeiro tempo. Rogério Ceni, aos 6, Vanderlei, aos 11, e Dagoberto, aos 24  minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Samuel Xavier, Marquinhos, Rodrigo Sabiá e Eli Sabiá (Paulista). Juan, Jean e Xandão (São Paulo)
Local: estádio Jaime Cintra, em Jundiaí. Data: 23/03/2011. Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra. Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alberto Poletto Masseira.
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